O Cinema em A Paixão Segundo G.H.
Como levar para a tela A Paixão Segundo G.H., um livro que se molda menos sobre ações do que sobre pensamentos? Em sua brilhante adaptação cinematográfica, Luiz Fernando Carvalho encarou esse desafio, trabalhando justamente a partir do que há de mais experimental no texto de Clarice Lispector.
O livro que o leitor tem agora em mãos reúne reflexões preciosas de pesquisadores de diferentes áreas – da literatura ao cinema, da filosofia à psicanálise – sobre essa alquimia.
VERONICA STIGGER
O amor pelo que vive transfigura o romance A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, no filme A Paixão Segundo G.H., de Luiz Fernando Carvalho. “Almejo que a literatura seja ainda mais literatura e que o cinema seja ainda mais cinema e que o encontro dessas duas alteridades gere uma terceira coisa”, diz o cineasta.
FLAVIA TROCOLI
Diário de um filme: A Paixão segundo G.H.
- Rocco
Em primeira pessoa, a roteirista Melina Dalboni não se limita a apresentar a criação de um filme propriamente dito, mas revela a jornada emocional de todos da equipe e elenco. Neste diário, a autora conduz o leitor a um mergulho no percurso criativo vertical do cineasta a partir da obra de Clarice Lispector e se depara com as circunstâncias externas – pessoais ou não – que afetam uma filmagem.