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Sinopse

Omar e Yaqub são gêmeos. Idênticos na aparência e separados pelo amor desmedido de uma mãe. O épico familiar, que espelha a história do Brasil é narrado por Nael, o filho da empregada indígena da casa, Domingas.

Zana é órfã de mãe e filha do libanês Galib, dono do restaurante Biblos, em Manaus. Ela se casa com um dos frequentadores mais assíduos, o mascate Halim, que a conquista depois de declamar um gazal, poemas árabes de amor ancestrais, no salão na frente de todos os fregueses. Eles se casam e passam a morar no sobrado de Galib, por exigência de Zana, que logo avisa: quer 3 filhos, embora ele não desejasse ter nenhum. Nascem os gêmeos idênticos Omar, este de saúde mais frágil, e Yaqub e a caçula Rânia. O amor desmedido da mãe pelo gêmeo caçula constrói um abismo entre os dois irmãos, sem que Zana perceba o rancor que planta no coração de Yaqub. Aos 12 anos, eles se apaixonam por Lívia, e numa sessão de cinematógrafo na casa de vizinhos, Yaqub beija a menina. Omar, desnorteado de ciúmes, quebra uma garrafa e corta o rosto de Yaqub. Os gêmeos são, enfim, diferenciados pela tragédia. Agora Yaqub está marcado por uma cicatriz. a reconciliação – o maior sonho de Zana – jamais acontecerá.

A tragédia leva Halim a tomar a decisão de mandar os dois filhos para sua terra natal, no Sul do Líbano. Na despedida, Zana não deixa Omar, o filho que para ela seria o mais frágil, partir.

Yaqub, sem olhar para trás e ciente da escolha da mãe, viaja sozinho. Os anos que passará longe da família reforçam questões existenciais e o modificam de maneira irreversível. Ele volta cinco anos depois, com roupas surradas, ainda mais distante da família. Logo vai estudar em São Paulo, onde se torna engenheiro e se casa com Lívia. Omar mal termina o colégio e passa noites movido a bebida, poesia e mulheres, sempre cercado pelo amor desmedido da mãe, enquanto Halim vai se recolhendo, aos poucos, e se tornando melancólico conforme assiste a decadência de Manaus e o drama de sua própria família.

Visão do diretor

Por Luiz Fernando Carvalho (2016)

Dois Irmãos  é um épico familiar, um drama de enormes proporções emocionais, capaz de gerar um álbum de família que espelha a própria História do Brasil, suas alegrias e seus retrocessos. É uma obra com camadas sociológicas, antropológicas e históricas, tudo isso rebatido na mesa de jantar de uma família de imigrantes libaneses, no odor dos quartos, na força e sensualidade de uma mãe, no afeto desmedido por um de seus filhos, nos ciúmes dos outros membros da família e nas perdas que o tempo nos revelam . É um Brasil em formação, composto pelos sonhos, mas também pela força de trabalho e a cultura dos imigrantes, índios, caboclos e brasileiros vindos dos quatro cantos do país, todos em busca da promessa já desfeita de um eldorado amazônico.

Visão do escritor

Por Milton Hatoum (2015)

O ano de 1998 foi de ruptura na minha vida. Tinha publicado um romance, Relato de um Certo Oriente (1989), e, quando voltei da França em 1984, fiquei em Manaus, onde lecionava na Universidade Federal do Amazonas. E não conseguia escrever outro romance. Quer dizer, escrevi muita coisa, mas nem tudo o que a gente escreve deve ser publicado. E as coisas em Manaus começaram a dar errado. E, quando alguma coisa começa a dar errado, este é o momento da escrita, o momento propício para trabalhar com a memória e a imaginação. Transcender a vida através da linguagem. Todo mundo quer que a vida dê certo, evidentemente. Só os loucos procuram esse desvio.

Em 1997, perdi pessoas muito queridas, minha relação com o trabalho na universidade se tornou problemática, eu não tinha mais tempo para ler e escrever. Eu queria escrever um romance que estava mais ou menos armado na minha cabeça, era uma questão latente, desde a leitura de Esaú e Jacó, de Machado de Assis. E esse romance era o Dois Irmãos. O momento decisivo para escrevê-lo foi quando saí de Manaus para São Paulo. Deixei minha cidade e decidi não ser mais professor universitário. Eu dava aula de língua e literatura francesas e tinha uma carga horária pesada, que me impedia de ler. E escrever, antes de mais nada, é ler, e a leitura é uma das entregas mais passionais do ser humano, um milagre da comunicação, como disse Proust. Sem tempo para ler, perdia o ânimo para escrever. Porque a maior parte do meu tempo é dedicado à leitura, e o que escrevo depende disso. Esbocei o Dois Irmãos em Manaus, e em 1998 me mudei para São Paulo.

Sem nenhum exagero, durante quase dois anos escrevi todos os dias. Por alguma superstição ou mistério, eu achava que essa história de Halim, Zana e seus filhos me libertaria de alguma coisa, uma angústia pesada. Um movimento, uma agitação do passado em direção ao presente. Eu queria me libertar disso, enfrentar esse diabo que me provocava, e a invenção é uma forma de soltar todas as amarras, os fantasmas, a opressão de fora e de dentro. Isso aconteceu quando escrevi o livro; depois aconteceu uma coisa inesperada: passei a viver, modestamente, de literatura.

A construção do narrador foi a mais difícil. O narrador é uma questão central da prosa de ficção, em qualquer gênero: romance, conto, novela, teatro. De alguma forma, esse narrador tem algum paralelo com a minha vida, embora eu pertença a outra classe social.

Na minha infância, as empregadas, de modo geral, eram pessoas muito pobres, caboclas ou índias que tinham estudado nas missões católicas do Rio Negro ou do Solimões. Muitas não falavam português. Outras falavam português e a língua geral, o nheengatu. Era comum não receberem salário. Lembravam os agregados, os personagens machadianos que trabalham para a família, e em troca eles têm o teto e a comida. Isso acontecia com frequência nos anos 1960, durante minha infância e primeira juventude.

Na construção do narrador do romance, pensei no filho de uma índia com um dos irmãos. Um narrador que não fosse de uma classe social privilegiada. Um dos meninos ou curumins com os quais convivi na escola pública, o colégio estadual do Amazonas, antigo Pedro II. Sem essa convivência, não sei se teria construído esse narrador. Nael está numa espécie de limiar, na fronteira social, pois ele é um filho bastardo numa família à qual ele pertence e não pertence ao mesmo tempo. É o neto do Halim – alguns acham que ele é filho do Halim, mas isso é apenas mais uma conjetura, matéria de discussão. Ele foi salvo pelo avô, que o estimulou a estudar. Nas primeiras versões do Dois Irmãos, esse narrador foi um problema porque ele testemunhava esse drama familiar a distância. Meu editor e mais dois ou três leitores próximos fizeram essa crítica, achavam que o narrador não se envolvia muito nessa história, e que o romance ganharia força dramática se Nael fosse mais presente, mais atuante nas palavras, nos atos, no pensamento.

Agora, quando você muda o tom e a posição do narrador e a relação dele com os outros personagens, tem de mudar as 270 páginas. Esse narrador tinha de ser o observador e ao mesmo tempo um personagem mais ativo. Ele não podia contar de longe, numa posição distanciada, porque soava pouco dramático. Tive que reescrever o manuscrito e tentar dar mais força a esse narrador e encontrar a voz dele, a voz da Domingas e dos outros personagens. Eu teria que respeitar as origens de Nael, que não poderia ser um narrador muito erudito, de tom elevado, mas também não seria um narrador inculto, ele tem uma formação intelectual e, mais importante ainda, ele tem uma sensibilidade para observar, espreitar, e depois elaborar no pensamento essas observações. Então eu tive que encontrar o tom dessa voz, como se faz na música, na poesia. O Nael dá voz ao passado dos outros e dele mesmo. Ele é o porta-voz da memória da tribo, a voz de uma das versões possíveis da história desse clã em decomposição. Encontrar a voz desse narrador foi o maior desafio, porque tudo depende dessa voz, da atitude dela diante dos outros. Traduzir os outros num pequeno mundo paralelo, inventado, é uma das tarefas do romancista.

Em Manaus, a cultura libanesa é tão distante quanto a cultura indígena. Às vezes a alienação é tão grande que é um insulto dizer para um manauense que ele é de origem indígena — embora esteja na cara que aquela pessoa é de origem indígena. Temos uma alma africana, uma alma indígena, uma alma portuguesa. É um verdadeiro caos étnico. O narrador é esta peça-chave que observa tudo, ouve tudo e que vai através da sua memória, naquele seu exílio que lhe restou no fundo da casa, conduzindo a memória da tribo.

Há um sentido histórico do romance também, que vocês devem ter notado. Eu quis que a decadência da família fosse ao mesmo tempo a decadência da cidade. A transformação dela é tão brutal quanto a transformação da família. A Manaus do fim do romance já não é mais a Manaus da minha infância, já não é mais a Manaus que eu conheci no final dos anos 50 e início dos anos 60.

A Manaus do Dois Irmãos está sendo destruída aos poucos. Halim perde a mulher, o amor de Zana; ao mesmo tempo perde amigos e o espaço afetivo da sua Manaus, como a Cidade Flutuante, um bairro popular com casas de madeira, construído sobre toras e passarelas nas águas do Rio Negro. Os sobrados neoclássicos e art nouveau vão sendo demolidos, e a transformação que está acontecendo no interior dessa família também acontece em Manaus e no Brasil. São os anos da ditadura. O quadro histórico não foi enfatizado porque não é um romance histórico, mas há cenas, como a do assassinato do poeta e professor Laval, que são metáforas da degradação do ensino público e da dificuldade de ser artista naquele período da nossa História. Pensar na poesia e na arte no meio daquela brutalidade era uma questão. Por isso, para mim, a cena do assassinato de Laval e, depois, a cena em que Omar lê um poema no coreto da praça são uma encenação do luto, mas também de resistência. O sentido histórico está presente nessa cena.

 

Processo Criativo

Sketchbooks

Depoimento dos atores

Ensaios

Fotos de Leandro Pagliaro

Preparação de elenco

Visão da Equipe

Um olhar sobre a criação

Por Melina Dalboni

Ao realizar uma aproximação fotográfica do processo de preparação de Luiz Fernando Carvalho e de seu elenco para a minissérie Dois Irmãos, adaptada por Maria Camargo a partir do romance de Milton Hatoum, Leandro Pagliaro captou o labirinto da criação do diretor para investigar os caminhos da imaginação dos atores.

Algo como mirar o olhar em busca do que Aristóteles chama de anagnorisis, em Arte Poética, ao se referir ao momento de esclarecimento do personagem sobre sua própria identidade de modo que sua conduta será inevitavelmente alterada a partir do instante em que ele amplia a consciência sobre si mesmo. Num paralelo, pode-se tomar o conceito aristotélico para observar as imagens produzidas por Pagliaro no sentido de que sua lente testemunhou o exato momento de reconhecimento e compreensão do ator em relação ao seu personagem.

Pagliaro buscou também compor seu próprio olhar narrativo para contar a tragédia familiar dos gêmeos Yaqub e Omar, participando de tal modo do dia a dia da preparação que alcançou certa invisibilidade, permitindo que trafegasse por entre os espaços e os personagens, formando uma unidade com o elenco de acordo com a linguagem proposta pelo diretor.

O fotógrafo, ao observar os atores nos vários treinamentos, dialogou com a forma como seus corpos e expressões seriam moldados e revelados pelo processo de Luiz Fernando Carvalho. “Acabo me transformando num voyeur da imaginação do diretor e dos intérpretes”, comenta Pagliaro.

Ao assumir a jornada de ensaios como seu objeto de estudo, o fotógrafo criou formas de interação com os atores, de maneira que esses se acostumaram com a presença invisível da lente. Formou-se, portanto, uma unidade entre câmera e ator, rompendo

 

 

eventuais barreiras. “Na dramaturgia proposta pelo Luiz Fernando, a câmera tem função narrativa, plano a plano. É também um personagem que contracena”, observa Pagliaro.

Com um olhar epidérmico, o fotógrafo produziu um conjunto imagético do que poderíamos chamar de o processo de preparação de Luiz Fernando Carvalho. Foi a partir de seu filme Lavoura Arcaica (2001), da obra de Raduan Nassar, que o diretor iniciou sua pesquisa  para, organicamente, criar um conjunto de vivências para formação de atores — hoje considerado referência. A cada projeto, acrescenta camadas, cruza técnicas e revira modelos de interpretação que considera cristalizados, transformando o ator em criador de seu próprio personagem. Numa ânsia criativa, que permeia cada trabalho, independentemente do formato, o diretor subverte os códigos banalizados pelo cotidiano, afastando o mundo visível para acessar o invisível.

A transfiguração pela qual passam os atores tem como matéria-prima a sensibilidade individual e coletiva, que inicialmente é equalizada pelo diretor para que a mesma coragem criativa transpasse todos os corpos. Num primeiro momento, Luiz Fernando Carvalho inicia uma espécie de escavação teórica, em que apresenta ao elenco as coordenadas estruturais dos temas a serem pesquisados. Os atores assistem, então, a seminários com pensadores, que variam a cada obra.

Numa segunda etapa, o elenco passa a experimentar os personagens num processo criativo que envolve uma série de oficinas práticas. Guiados por uma equipe de colaboradores do diretor, os atores dão início à investigação, acessando a imaginação e a experiência sensorial através de jogos e técnicas.

O eixo fundamental é o trabalho do elenco como um corpo único. Todos estudam, investigam e se exercitam juntos diariamente.

 

A construção é coletiva, a partir de um sistema harmônico, em que a sensibilidade e as emoções de cada intérprete interagem com a fabulação e seus personagens; em que as descobertas e iluminações de cada um afetam a criação do grupo; em que os estados sensíveis encontrados por cada um dialogam, cada dia mais, sempre verticalmente, com a síntese da obra em questão.

O verbo “interpretar” já não contempla o caminho que será percorrido nas filmagens. A experiência vivida durante a preparação permite que o ator conheça o personagem de modo que possa acessar camadas sutis do contexto ficcional. As técnicas, que no início dos ensaios encontram espaço relevante no treinamento dos atores, agora estão incorporadas e de tal modo transformadas que já pertencem ao subtexto dos personagens através de gestos, ângulos, formas físicas e modulações de vozes, compondo todo um repertório a serviço das improvisações propostas pelo diretor durante as gravações.

De outubro a dezembro de 2014, o elenco de Dois Irmãos, formado por 35 atores, vivenciou esse processo no Galpão, célula de formação e experimentação criativa idealizada por Luiz Fernando Carvalho. Localizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, é o espaço destinado aos treinamentos. O núcleo é composto também pelo TVLiê, um ateliê de televisão onde todas as equipes que participam do projeto estão reunidas e dispostas de maneira circular. No centro, as mesas de costura e bordado e, ao redor, estão as equipes de figurino, direção de arte, cenografia e artes plásticas, e também as áreas de produção, as ilhas de edição e a biblioteca, com um catálogo que muda conforme a obra em desenvolvimento.

Num primeiro momento, elenco e equipe de Dois Irmãos — entre eles, Pagliaro — assistiram a seminários que tiveram curadoria da pesquisadora Ilana Feldman. Entre os palestrantes, os psicanalistas Carlos Byington e Maria Rita Kehl,

os historiadores Keila Grinberg e Aldrin Moura de Figueiredo, o artista plástico Otoni Mesquita, os filósofos Roberto Machado e Alexandre Mendonça, o antropólogo Carlos Machado Dias Jr. e o autor da obra, Milton Hatoum. Essa etapa foi encerrada pelo grupo de música árabe clássica de Sami Bordokan.

Em seguida, foram iniciadas as oficinas diárias dirigidas por Luiz Fernando Carvalho e conduzidas por seus colaboradores. O elenco fez práticas ministradas por Tiche Vianna; aulas de sensibilização corporal com Lúcia Cordeiro e de canto com Agnes Moço; leituras dramáticas com Antonio Karnewale; aulas de idioma e cultura árabe com o ator Mounir Maasri; dança árabe com Cristina Antoniadis, Tufic Nabak e Elaine Rollemberg; e culinária libanesa com Vanessa Cristina Biacchi. Ao final de cada ciclo dessas atividades, o próprio diretor conduzia as sessões de improvisação com todo o elenco, nas quais essas técnicas, incluindo o estudo do texto e o conhecimento das cenas, eram alçadas a uma vivência mítica das relações de cada personagem com a história de Milton Hatoum.

Num terceiro momento, foram iniciados os testes de figurino, com Thanara Schönardie, e caracterização, com Rubens Libório, quando os atores passaram a improvisar com pré-roupas dos personagens no Galpão com as marcações da planta baixa do sobrado da família — futuro cenário da minissérie — para experimentarem o espaço dramático e sua relação com os trajes. “Durante toda a preparação, a imaginação dos atores é encorajada. Mas o corpo físico ainda é o do ator. Quando eles vestem pela primeira vez o figurino, atravessam a linha invisível do personagem”, conclui o fotógrafo.

Pagliaro flagrou nessa última fase o instante em que o labirinto do processo criativo se iluminou, quando o ator expande o conhecimento sobre si mesmo e é capaz de se despir de sua personalidade em busca da criação de uma identidade que resulta de uma assimilação entre ele mesmo e o eu ficcional. É o momento a partir do qual o ator já não mais interpreta. Ele é a sua própria criação em diálogo com a literatura de Milton Hatoum.

 

 

Das máscaras

Por Tiche Vianna

O trabalho de preparação de atuadores-criadores consiste na construção de personagens e suas relações, através do corpo e suas potencialidades expressivas. Os princípios que regem todo esse processo estão ligados à necessidade de encontrar em cada um de nós, incluindo os que conduzem o treinamento, algo de surpreendente e incomum, sobre um trilho que é proposto pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, algo que também precisa ser constantemente inédito para ele. Portanto, desde o início de qualquer projeto somos desafiados a nos servir do que conhecemos muito bem, para realizar o que ainda não conhecemos, mas confiamos plenamente que o encontraremos após um contínuo trabalho em sala de ensaio.

As técnicas utilizadas saem todas da história do teatro e da cultura popular, embora em momento algum ensaiemos cenas ou marcações. Preparar, para nós, significa integrar a diversidade da experiência artística trazida por cada criador e criadora, provocando-os, para que descubram as potências, os afetos, as relações e os repertórios físicos e espirituais que estarão à sua disposição quando, durante as gravações, escutarem: “Ação!”. É como se nossa tarefa fosse fortalecer guerreiros para enfrentarem a vulnerabilidade de um campo de batalha, na hora de escolher as melhores estratégias.

Somos um grupo que foi se afinando ao longo dos anos, encontrando um modo de completar nossos diferentes trabalhos (corpo, canto, ritmo, palavra e imagem). Comecei a fazer parte do processo de Luiz Fernando Carvalho na minissérie Hoje é Dia de Maria (2005), quando fui convidada para trabalhar o corpo expressivo do elenco a partir das máscaras da Commedia Dell’Arte.

Nossa sala de ensaios foi se construindo com a soma das energias que passaram por ela, em cada projeto. É como se cada artista deixasse cravada na atmosfera uma parte de seu trabalho como uma fonte inspiradora para os que ainda virão. O Galpão é um templo. Tem sua história, seu oráculo e seus guardiões. Dentro dele se consagram dois ritos: o da entrega à experimentação técnica e o da transformação do ator em um ser mítico, pronto para vivenciar sua mitologia. Para isso nos servimos da máscara teatral, um dos mais potentes elementos cênicos de provocação da entrega de si mesmo à profundidade criativa do imaginário humano.

Trabalhar as técnicas de máscaras dentro da televisão é um desafio extraordinário. Incluí-las como parte do processo de preparação de elenco do diretor — da fábula ao romance e do realismo fantástico ao naturalismo — só foi e é possível porque nesses treinamentos a criação artística mergulha nos mistérios da alma e dos sentimentos humanos mais profundos, ciente de que a tarefa de artistas criadores é a de dar-lhes materialidade poética.

Falemos, portanto, dessas máscaras, para que possamos compreender um pouco do universo no qual se insere essa poderosa ferramenta para a atuação. A origem das máscaras é ancestral. Ela é um elemento comum às cerimônias coletivas das sociedades chamadas primitivas, isto é, em que ser humano e natureza são partes integradas na constituição da vida.

Referimo-nos a um tempo em que o imaginário é a maior potência humana capaz de explicar o mundo, suas coisas e suas relações. Nesse tempo, a festa é o sentido da celebração, das homenagens, dos agradecimentos às forças invisíveis, consideradas responsáveis por diversas realizações imprescindíveis às conquistas e à preservação da vida.

 

Danças, cantos, corpos pintados e máscaras simbolizavam a evocação das potências humanas, indispensáveis para a transformação da realidade ordinária em realidade mítica, no intuito de fortalecer, por exemplo, a fertilidade da terra para prosperar a colheita. Por não serem dotadas de humanidade, as divindades eram representadas, em sua maioria, por elementos da natureza e animais dando formas expressivas a um rosto e consequentemente a seu corpo, através da máscara ritualística. Estas eram máscaras quase sempre usadas por um pajé ou alguém preparado para que, entrando em relação com as forças divinas, pudesse usá-la para se tornar o símbolo de uma dessas forças e assim possibilitar que a tribo entrasse em contato com o sagrado.

Quando a máscara vai para o teatro, que também é a celebração de um encontro coletivo, guardando as devidas proporções, ela continua exercendo a tarefa de revelar forças misteriosas que se relacionam com a natureza humana. No lugar, porém, de serem imagens de divindades sagradas, são uma representação arquetípica, isto é, são formas definidas que expressam emoções, sentimentos e relações presentes em todo ser humano, independentemente de sua cultura.

As máscaras teatrais são muito diferentes entre si e podem ser distribuídas em categorias distintas. Entre elas, consideramos em nosso processo as neutras e as expressivas. O que as distingue é que uma máscara neutra é um rosto simétrico, sem nenhum traço que marque um caráter singular, enquanto que uma expressiva é justamente a que carrega um caráter específico. Podem ser inteiras, quando cobrem todo o rosto e não usam a palavra para se expressar, ou meias-máscaras, quando falam e emitem sons, mantendo boca e maxilar expostos.

Até hoje sempre utilizamos os mais variados tipos e formas de máscaras. Se por acaso trabalhamos a mesma máscara, dificilmente é da mesma maneira, pois cada processo de preparação é diferente do outro, e cada elenco apresenta suas próprias características.

 

 

Mas, principalmente, não trabalhamos com as máscaras para que artistas saibam realizar a linguagem da máscara. Nós as utilizamos com um comando preciso de orientação para capturar as provocações que essa ferramenta faz aos artistas quando a vestem.

Na microssérie Hoje é Dia de Maria (2005), usamos como referência as máscaras arquetípicas da Commedia Dell’Arte, que é um gênero teatral popular italiano. Mais tarde, construímos máscaras específicas para as personagens e depois as entregamos a cada atriz e ator, que as pintaram de acordo com a imagem que tinham de seus personagens.

Em um outro momento, construímos máscaras de materiais recicláveis, com a participação e auxílio de aderecistas e artistas plásticos, que, além de conhecerem uma diversidade de materiais, usavam a imaginação para traduzir na forma as características peculiares dos seres/personagens que compunham Meu Pedacinho de Chão (2014). Também trabalhamos com máscaras balinesas e tantas outras máscaras expressivas ao longo destes anos.

O que determina quais máscaras usaremos e qual será o modo de conduzir o trabalho com elas é a escolha entre as infinitas possibilidades de criação, que, inseridas no processo concebido por Luiz Fernando Carvalho, têm um princípio comum: alçar os intérpretes ao encontro do mítico. Apesar dessa variação, todos os processos com o diretor começam sempre com as máscaras neutras, que se tornaram uma ferramenta fundamental para nosso primeiro olhar sobre os corpos que irão se transformar. Por ser especial no intuito de não constituir uma personagem em particular, essa máscara é, acima de tudo, um estado de calma. Ao vesti-la, é como entrar em contato consigo mesmo, reconhecer a materialidade de seu próprio físico e de suas emoções e se relacionar com tudo como se fizesse isso pela primeira vez.

 

 

 

Cada pessoa possui uma infinidade de gestos, movimentos, pequenos vícios de expressão e interpretação de trabalhos anteriores. Utilizamos a máscara neutra, primeiramente, para esconder um rosto tão conhecido por todos a fim de que um corpo, tão escondido debaixo dessa face, finalmente possa emergir.

A partir da materialidade corporal que se revela, começamos o trabalho de construção física do personagem. O corpo a ser trabalhado, porque está descolado de sua identidade pessoal, parece inédito, pois não sabe mais nada sobre si mesmo. Nesse lugar, ele está pronto para começar a ser uma nova identidade. Mas que ninguém se engane: não basta vestir uma máscara para se transformar se esse corpo não estiver preparado para usá-la. Portanto, antes de colocarmos a máscara, fazemos uma preparação para seu uso, que consiste em um trabalho físico capaz de gerar uma outra qualidade de energia para o corpo.

Como nas antigas tribos, é preciso preparar bem aquele ser humano que irá usar a máscara para se tornar um ser mítico. Talvez tudo isso pareça complexo demais para quem não tem o hábito de utilizá-la, mas realmente não é, pois não estamos aqui tentando fazer um teatro de máscaras na televisão. Estamos experimentando o que conhecemos sobre elas até que possamos encontrar pistas do que queremos realizar.

Todo processo, embora utilizemos a mesma ferramenta, é diferente um do outro, e todos até hoje sempre nos surpreenderam. Dois Irmãos (2017), pra mim, foi um dos mais intrigantes e desafiadores. Em primeiro lugar, tratava-se de uma adaptação para a televisão de um romance com personagens bastante realistas. Em segundo, havíamos acabado de fazer Meu Pedacinho de Chão (2014), que, entre todos os trabalhos de preparação, talvez fosse o de finalização mais teatral, o mais próximo de uma “máscara expressiva” que havíamos feito até então, desde que comecei a participar desse processo, pois os corpos eram bastante desenhados no espaço.

Quando Luiz Fernando nos reuniu para conversar sobre Dois Irmãos, estávamos todos mais silenciosos, isto é, compreendíamos que seria um processo completamente diferente do que o que acabávamos de fazer, mas não sabíamos exatamente o que viria a ser, dali para adiante. O primeiro desafio que me foi proposto parecia dizer: “Vamos trabalhar com máscara, mas sem máscara, compreende?”. “Não queremos nada parecido com o que já fizemos até agora”, dizia o diretor. Racionalmente me parecia impossível. Artisticamente, incrível. Intuitivamente senti que somente a máscara neutra poderia, ao mesmo tempo, descolar atores de seus cotidianos sem exagerar a natureza humana de seus corpos. Mas minha questão era: como?

Tive a impressão de que eu mesma, para começar a pensar o que fazer, deveria colocar uma máscara neutra e me libertar de todas as informações anteriores. Foi o que fiz: voltei à origem. Entramos no Galpão para trabalhar a partir do silêncio. Esquecer tudo o que estava fora de nós e nos voltarmos para o corpo interno: músculos e respiração. Conforme a exigência do diretor, pouquíssimas ou nenhuma explicação. Partimos dos princípios da máscara neutra: um ser do tempo presente, do aqui e do agora. Assim saímos da identidade própria e individual e abandonamos o território do juízo de valor. Não importa quem você é, mas sim o que você faz, e isso tem a ver com o modo como você se relaciona com o que recebe e com o que o afeta: um olhar, uma fala, uma lembrança, um som, um sorriso.

Na transição entre a máscara e o personagem, utilizamos vendas. Sem enxergar, amplia-se a percepção, dentro e fora. Permite-se reconhecer enquanto caráter físico no espaço. Assim vemos que o corpo/personagem está lá. Ninguém precisa se preocupar com a sua forma no espaço. Retiramos a venda e percebemos que o personagem se relaciona com tudo o que está lhe acontecendo agora.

 

Seus corpos sabem quem são assim como nós sabemos quem somos, e, dessa maneira, podem se entregar inteiramente às emoções. Trabalhamos então o corpo sob dois aspectos. No primeiro, dimensionamo-lo a partir de seus movimentos internos: tudo nasce de dentro para fora, o movimento externo é provocado pela contração e expansão dos músculos, de modo que, para levantar um braço, se empurram os ossos para fora do corpo através da musculatura.

Quando fazemos isso, a energia aumenta, intensifica-se a concentração e estimula-se a imaginação. Aí então começamos a evocar a memória do que os atores conhecem sobre si mesmos e, depois, sobre os personagens. A relação desse corpo potencializado com a imaginação nos oferece um mundo de imagens, as quais chamamos de paisagens, e é a partir delas que construímos em nosso corpo os personagens. Não copiamos a paisagem, nós a recebemos.

No segundo aspecto, trabalhamos com a dimensão externa, isto é, o movimento em relação ao espaço ao seu redor considerando que o ar que o circunda é mais espesso. A cada movimento, corresponde uma resistência do ar. Isso possibilita que o corpo tenha consciência de suas ações mesmo que aparentem espontaneidade. Esse esforço também aumenta a concentração e a capacidade de imaginar, trazendo-nos ainda mais detalhes das paisagens e dos espaços entre atores e atrizes, e entre eles e os objetos.

Nessa condição física, é possível trabalharmos sobre estados de corpo. Orientamos exercícios específicos em que fogo, água, ar e terra modelam o olhar, o caminhar e os demais movimentos de um corpo. Essas sensações físicas pintam de cores diversas as paisagens imaginadas e provocam distintas reações a todas as relações que se estabelecem. Assim, relacionamos um corpo em fogo com outro corpo em água, ou um corpo que se senta em estado terra vê uma flor em estado ar e levanta-se em estado terra em ar (poeira), por exemplo. Nessa condição, também pedimos que a imaginação se alie às paisagens, de modo que começamos a ver, na expressão de cada artista, estados emocionais dos personagens: medo, raiva, alegria, prazer, etc.

Com essas experimentações, preservando as dimensões humanas dos corpos, preparamos as intensidades das relações entre os personagens. Assim, na hora de gravar, a memória física recoloca cada artista nos estados que compõem o universo sensível dos personagens e lhe permitem ser, inteiramente, o sentido e a significação daquela existência. A partir daí, esse personagem será capaz de viver todas as situações provocadas pelas improvisações e propostas pela trama.

Essa tem sido a trajetória da preparação de elenco para os trabalhos do diretor Luiz Fernando Carvalho, que está em permanente transformação, na medida em que criar é por si uma arte em movimento. Também nós, como artistas preparadores assim como o diretor, não nos preocupamos em saber os resultados de nosso percurso antes de percorrer os caminhos que vão sendo construídos à medida que seguimos por eles. Só sabemos que iniciaremos com um rito de consagração e finalizaremos com a materialidade dos personagens, que estarão prontos para serem afetados por toda sorte de mistérios.

 

Ser

Por Antonio Karnewale

Desde Capitu (2008), tenho tido a sorte de participar de perto do processos do Galpão de Luiz Fernando Carvalho. Primeiro como ator e, depois, fazendo parte da equipe de preparadores, passando a assistente imperfeito do mestre-amigo e, ultimamente, podendo ainda experimentar, em seu núcleo, a imensa escuridão e delícia que é dirigir em audiovisual. Então, foi desses lugares diversos, além do de simples observador inicial, que pude sentir e testemunhar em momentos inumeráveis e com elencos muito diferentes o alcance e a solidez do trabalho de preparação realizado ali.

Tomando emprestado do teatro, do ancestral ao pós-moderno, passando pela dança e pelo canto, um arsenal de técnicas para a formação do ator, que se cambiam e atualizam de acordo com a necessidade de cada projeto, Luiz Fernando acabou formando, ao longo destes anos, um corpo de colaboradores. Estes funcionam, juntamente com o diretor, como provocadores na instauração e aprofundamento dos diferentes processos, mas também são, eles mesmos, assim como os atores, desafiados pelas inquietações artísticas que o diretor impõe a cada nova empreitada.

Todos somos convocados a trazer nossos corpos, memórias, palavras, razões, sonhos, medos e desejos para o campo da experimentação artística. É sempre um processo de novas consciências corporais e mentais. De intensa subjetivação para todos, desde os mais experientes aos ditos ainda não atores. É o retorno a um exercício puro do ofício, à busca de um essencial crível do humano, de uma sinceridade que, em cada um e também no público, mobilize potências.

 

 

 

Acessar o sincero insondável de cada um e transformá-lo em expressão exige do ator uma viagem poderosa através de si mesmo, das suas limitações e das suas fortalezas. É para essa viagem que a grande mãe Galpão, com suas próprias incertezas, tentará prepará-lo. E isso será também prepará-lo para a vida em arte; para que possa atravessar a porteira da casa e continuar lançando ao mundo possibilidades de espanto em olhares, mentes e corações.

Afastando-se da ideia de produzir simulacros, Luiz Fernando se aproxima, ao contrário, de uma relação mais atávica com a imagem, operada por um estado de mistério que se filia a culturas remotas, às narrativas ao redor do fogo, às máscaras ritualísticas, ao sagrado.

Parafraseando Roland Barthes sobre o autor — escrevente é o que joga o jogo da comunicação; escritor é o que se detém diante das palavras —, diria que Luiz Fernando é um diretor que se detém diante das imagens. Tudo o que lhe resta de moral é discorrer sobre esse seu impasse que é o próprio corpo da obra, sempre mutante, até o último segundo.

Desse modo, o processo de preparação de elenco assume vital importância em seu olhar, sendo um período de incubação, de maturação dos muitos vieses de sua criação imagética.

Serão incessantes e incansáveis escavações, na tentativa da descoberta de novas e imprecisas paisagens. Arqueologias sucessivas em direção ao desconhecido, em movimentos, e agora recorro a Jean-Luc Godard, de sístoles e diástoles do pensamento; precisão e barroquismo, vazio e excesso, em embate e alternâncias permanentes.

 

 

Uma cartografia de temas, textos, contextos, subtextos, figurinos, cenografias, iluminação e fotografia, propriedades e plasticidades de materiais, espacialidades, registros e escolas de interpretação e de filmografias, para que tudo possa confluir e alimentar a alquimia da sala de ensaios, que é onde ocorrerá, na combustão e no calor dos corpos dos atores, o que o diretor nomeia de nova tecnologia.

Assim insufladas, palavras-imagens-atores vão se apresentando durante o processo. Inesperadas, imperfeitas, incompletas, em infinitas combinações. Serão recolhidas e alinhadas por Luiz Fernando para serem lançadas em uma guerra sem vitórias, cujo único sentido é a estrita necessidade da invenção. No momento da filmagem, a batalha, vai se dar a grande reação de todos aos estímulos acumulados.

Elenco e diretor, juntos, em franco processo de imaginação. Como diria Federico Fellini, nada se sabe, tudo se imagina. Em Dois Irmãos, não foi diferente. Voltávamos agora ao grande tema da Mãe. Ao embate poderoso entre as pulsões de Vida e de Morte.

As imagens de Leandro Pagliaro desse processo de ensaios soam como premonição. Há nelas, impressa em granulações-véus, uma dose de disponibilidade gigantesca flagrada pelo fotógrafo. Quando partimos para as filmagens, vimos, cena a cena, a premonição se realizar. Momentos fortes de improviso emocional medidos meticulosamente pelo rigor do set do diretor, provocando o que ele persegue tanto: acontecimentos. Nas paredes do Galpão, o diretor escreve frases a cada projeto. Mas há uma, do poeta alagoano Jorge de Lima, que se repete: “Como conhecer as coisas senão sendo-as?”

Maduro pelos dias, vi-me em ilha,

Portanto.

Como conhecer as coisas senão sendo-as?

Como conhecer o mar senão morando-o?

Às coisas Deus um dia nos recuou.

Contemplo as nuvens. Elas me rociam.

Refletem-se em meu sangue: nuvens e aves.

A sombra de meus pés reptam-se serpes.

Quantas selvas escondo! Sou cavalo,

Corro em minhas estepes, corro em mim,

Sinto os meus cascos, ouço o meu relincho,

Despenho-me nas águas, sou manada

De javalis; também sou tigre e mato;

E pássaros, e voo-me e vou perdido,

Pousando em mim, pousando em Deus e o diabo.

Nasço floresta, grasso grandes pestes,

Porquanto,

Jazo em mim mesmo, rejo-me,reflito-me

Sei dos pássaros, sei dos hipopótamos,

Sei de metais, de idades, aconteço-me,

embebo-me na chuva que é do céu,

abraso-me no fogo dos infernos.

Porquanto,

Como conhecer as coisas senão sendo-as?

Abrigo minhas musas, amam sobre.

Aflijo-me por elas, sofro nelas,

Encarno-me em poesia, morro em cruz,

Cravo-me, ressuscito-me. Petrus sum.

Sou Ele mas traindo-o, mas em burro,

com esses cascos na terra, e ventas no ar,

cheirando Flora; minhas quatro patro patas

rimam iguais, forradas, alforriadas,

burro de Ramos, levo o dorso

Alguém em flor, Alguém em dor, Alguém.

(Jorge de Lima, Invenção de Orfeu)

Depois disso, tudo será, como nas fotos de Pagliaro, inexoravelmente, passado, vestígio. Todo o processo de preparação terá sido uma grande tomada de forças, delicadezas e coragem para, no instante preciso da cena, viver em potência máxima e, ali mesmo, eternizar

Vídeos

Prêmios

Troféu APCA

Melhor Diretor – Luiz Fernando Carvalho
Melhor Atriz – Juliana Paes

F5 – Folha de S.Paulo

Melhor Minissérie – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Ator – Cauã Reymond

Contigo

Melhor Série – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Atriz de Série – Eliane Giardini (indicada)
Melhor Ator de Série – Cauã Reymond

Troféu APCA

Melhor Diretor – Luiz Fernando Carvalho
Melhor Atriz – Juliana Paes

F5 – Folha de S.Paulo

Melhor Minissérie – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Ator – Cauã Reymond

Contigo

Melhor Série – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Atriz de Série – Eliane Giardini (indicada)
Melhor Ator de Série – Cauã Reymond

Troféu APCA

Melhor Diretor – Luiz Fernando Carvalho
Melhor Atriz – Juliana Paes

F5 – Folha de S.Paulo

Melhor Minissérie – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Ator – Cauã Reymond

Contigo

Melhor Série – Dois Irmãos (indicado)
Melhor Atriz de Série – Eliane Giardini (indicada)
Melhor Ator de Série – Cauã Reymond

Livros

Fortuna Crítica

13, jan — 2017

A teatralidade que faz de Dois Irmãos uma obra prima da televisão

  • Edianez Parente
  • The Huffington Post

“A teatralidade que faz de ‘Dois Irmãos’ uma obra prima da televisão. (…) Dois Irmãos, a minissérie da TV Globo em dez capítulos adaptada do consagrado livro homônimo de Milton Hatoum, tem a grandiosidade que um épico que se passa no Amazonas requer”

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23, jan — 2017

Dois Irmãos: arqueologia da memória, alegoria da destruição

  • Ilana Feldman
  • Bravo

“Dois Irmãos, sua mais recente obra, transcriação para o audiovisual, a partir do roteiro de Maria Camargo, do romance homônimo de Milton Hatoum, pode ser desde já compreendida como uma arqueologia da memória, das ruínas, dos vestígios de palavras e imagens, sonhos e promessas, que se acumularam ao longo do século 20 no Brasil.”

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9, jan — 2017

Arquétipos e epifanias em Dois Irmãos

  • Carlos Alberto de Mattos

“(…) estamos vendo, todo o tempo, não um espelho realista, mas uma representação exuberante, uma saga mítica, uma obra de arte.”

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23, jan — 2017

Análise: A fantástica experiência de Luiz Fernando Carvalho em Dois Irmãos

  • Sergio Motta
  • O Estado de S.Paulo

“Luiz Fernando Carvalho é realmente um gênio, uma exceção diante da mediocridade que impera na TV. A volta dele ao cinema é mais que urgente, por mais que na TV ele também faça cinema.”

Leia Mais

10, jan — 2017

Dois Irmãos é a versão Amazônica de Caim e Abel

  • Rodrigo Fonseca
  • O Estado de S.Paulo

“Pontuada por frases quase filosóficas sobre a fala por vezes gaga do Tempo (outro muso de Carvalho), a versão de Maria Camargo para o romance de Hatoum deixa transbordante para o olhar quase teológico do aclamado diretor uma dimensão bíblica de fraternidade em fúria, cindida na ponta da faca do ressentimento.”

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21, jan — 2017

Enquanto Netflix avança na conquista do mundo, Globo mostra suas armas

  • Mauricio Stycer
  • Folha de S.Paulo

“A minissérie “Dois Irmãos”, encerrada nesta última sexta-feira, é de uma qualidade espantosa para quem tem acesso apenas à TV aberta no Brasil.”

Leia Mais

12, jan — 2017

Dois Irmãos: uma minissérie para assistir com muita atenção

  • Vanessa Scalei
  • Zero Hora

“Dois Irmãos é mais uma prova de que o diretor sempre consegue entregar uma obra densa, bem produzida e com apuro estético pouco comum na televisão brasileira. (…) Dois Irmãos tem um narrativa que exige atenção plena do público”

Leia Mais

9, jan — 2017

Dois Irmãos tem adaptação sensível e poética na Globo

  • Meire Kusumoto
  • Revista Veja

“Carvalho volta a exibir seu estilo teatral, sensível e poético na adaptação “

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8, jan — 2017

Dois Irmãos faz o ano começar bem

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“A série é um trabalho para ser louvado, uma grande contribuição de Carvalho para a televisão brasileira”

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21, jan — 2017

O som e a fúria em Dois Irmãos

  • Luiz Zanin
  • O Estado de S.Paulo

“Uma história bem contada fala de si mesma e também de outras coisas. Esta nos falou do Brasil, de sua utopia frustrada de nação multiétnica, sensual e feliz. Um fino biscoito oferecido ao público, e que vai deixar saudades”

Leia Mais

6, jan — 2017

Dois Irmãos vale cada segundo

  • Cristina Padiglione
  • Telepadi

“Em duas palavras: não perca.”

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9, jan — 2017

Dois Irmãos transmite em belas imagens um crescente clima de tragédia

  • Nilson Xavier
  • UOL

“(A minissérie) tem a assinatura de Luiz Fernando Carvalho, o que – já sabemos – significa esmero na estética, fotografia, tomadas, trilha sonora e direção de atores.(…) Quem conhece a obra de Luiz Fernando Carvalho sabe que cada produção sua é única, mesmo dentro de seu estilo característico de direção”

Leia Mais

22, jan — 2017

Crítica: Dois Irmãos

  • Blog Odisseia

“A imagem é o que ele tem de mais poderoso, e a utiliza de forma lírica e orquestral. É como se fosse o maestro de uma ópera a cada frame, a cada simples cena, a cada diálogo infame”

Leia Mais

10, jan — 2017

Dois Irmãos | Nova minissérie da Globo estreia com imagens belíssimas sob uma direção impecável

  • Site Omelete

O belíssimo trabalho de Luiz Fernando Carvalho soa sempre como uma pintura expressionista – pode-se não entender de cara, não vai te fazer pular do sofá, mas te torna mais culto só de olhar para ela.

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23, jan — 2017

Pontos altos e baixos da minissérie Dois irmãos

  • Adriana Izel
  • Correio Braziliense

“Dois irmãos é uma ótima adaptação, além disso, serve para mostrar que a tevê aberta ainda tem fôlego para fazer boas produções.”

Leia Mais

9, jan — 2017

Dois Irmãos retoma antigo projeto artístico de Luiz Fernando Carvalho e tem primeiro capítulo deslumbrante

  • André Santana
  • Observatório da Televisão

“Dois Irmãos retoma antigo projeto artístico de Luiz Fernando Carvalho e tem primeiro capítulo deslumbrante”

Leia Mais

12, jan — 2017

Em adaptação de Dois irmãos para TV, Luiz Fernando Carvalho transforma prosa de Milton Hatoum em poesia

  • Vera Ceccarello
  • Opera Mundi

6, jan — 2017

Dois Irmãos: mais um recorte do Brasil profundo

  • Bruno Viterbo
  • Blog TrendR

“Dois Irmãos é (mais) um retrato do Brasil profundo, do Brasil interior, que Luiz Fernando Carvalho tanto busca”

Leia Mais

14, jan — 2017

Dois irmãos: A escolha de Zana

  • Alana Freitas
  • Blog Entretelas

“A série Dois Irmãos, adaptação do romance homônimo (2000, Prêmio Jabuti em 2001) de Milton Hatoum pelas mãos de Maria Camargo, apresenta-se como mais uma produção de altíssima qualidade de uma obra literária vertida para as telas da televisão.”

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11, jan — 2017

Dois Irmãos: A história que extrapola as páginas

  • Jessica Carvalho
  • Blog Extraliterário

“Adaptações de obras literárias podem decepcionar. Não é o caso do que foi feito com Dois Irmãos”

Leia Mais

21, jan — 2017

Intensa e inquietante, Dois Irmãos fisga o público, a crítica e prova que não é preciso ritmo frenético para fazer sucesso

  • André Santana
  • Observatório da Televisão

21, jan — 2017

Mais do que atenção, Dois Irmãos exigia o mínimo de influências externas

  • Nilson Xavier

“Interpretações arrebatadoras.”

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13, jan — 2017

A ‘lavoura amazonense’ de Luiz Fernando Carvalho

  • Cristiane Guzzi
  • Revista Caju

“O que parece diferenciar Carvalho é o estabelecimento de um estudo aprofundado da obra, da crítica, da tradição, e, principalmente, das reverberações que a produção dos escritores selecionados produzem no cenário ficcional.”

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21, jan — 2017

Dois Irmãos: Luiz Fernando Carvalho faz Poesia da obra de Hatoum

  • Blog Aurora de Cinema

“Ganhou Hatoum, ganhamos nós com esta Jóia da Teledramaturgia que é a minissérie DOIS IRMÃOS.”

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23, jan — 2017

Se tivesse final feliz, Dois Irmãos não seria romance, mas autoajuda

  • Mauricio Stycer
  • UOL

“Ela (Eliane Giardini) teve a coragem de abandonar o medo, a vaidade, todas essas besteiras, e mergulhou numa zona de risco muito delicada. E me emocionou muito”

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11, dez — 2018

APCA elege os melhores da TV em 2017; A Força do Querer e Sob Pressão são destaques

  • Gabriel Vaquer
  • Observatório da Televisão

“A primeira foi a novela A Força do Querer, de Gloria Perez, que venceu nas categorias de Melhor Novela e Juliana Paes como Melhor Atriz, pelas interpretações de Bibi Perigosa e Zana de Dois Irmãos. (…) A crítica paulista também celebrou como Melhor Diretor Luiz Fernando Carvalho, pelo seu trabalho no seriado Dois Irmãos, exibido em janeiro pela Globo.”

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28, dez — 2017

Um ano fértil em que a televisão reafirmou sua relevância

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“Ainda na teledramaturgia, Dois Irmãos abriu muito bem o ano, com a grande adaptação de Maria Camargo e Luiz Fernando Carvalho do livro de Milton Hatoum. Cauã Reymond, Eliane Giardini, Irandhir Santos, Antonio Calloni e outros se destacaram”

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31, dez — 2017

Retrospectiva 2017: Na TV aberta, novelas recuperam a boa audiência

  • Adriana Del Ré
  • O Estado de S.Paulo

“O ano tinha começado com a impactante história de Dois Irmãos, baseada no livro de Milton Hatoum, com direção de Luiz Fernando Carvalho, sobre os irmãos gêmeos Yaqub e Omar, cuja relação é marcada por ódio e rancor. O elenco garantiu belas atuações, em especial os atores Cauã Reymond e Juliana Paes. Aliás, vale aqui o parênteses: este foi o ano de Juliana Paes”

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30, dez — 2017

Minha lista do ano

  • Cristina Padiglione
  • Folha de S.Paulo

“Minissérie com acabamento primoroso para uma história perturbadora, que nos levou até a chuvosa Manaus, região tão pouco visitada pela TV, com interpretações magistrais de Cauã Reymond, Antonio Fagundes, Eliane Giardini e Juliana Paes”

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22, dez — 2017

Top 10: Dois Irmãos, Sob Pressão e outros oito bons momentos da TV em 2017

  • Mauricio Stycer
  • UOL

“Adaptação de um livro que já tem estatura de clássico, “Dois Irmãos” chegou à Globo pelas mãos de Luiz Fernando Carvalho, um dos mais inquietos e inventivos diretores da televisão, e da roteirista Maria Camargo. O romance de Milton Hatoum, que já tinha sido adaptado para teatro e até HQ, ganhou nova vida na minissérie. O elenco, com Antonio Calloni, Juliana Paes, Eliane Giardini e Cauã Reymond (no papel dos gêmeos Yakub e Omar), emocionou pela entrega em cena.”

Leia Mais

3, jan — 2018

Prêmio F5: conheça os vencedores de 2017

  • Folha de S.Paulo

“Por seu papel na minissérie “Dois Irmãos”, Cauã Reymond foi consagrado melhor ator de série.”

Leia Mais

11, jan — 2017

Nota 10

  • Patricia Kogut
  • O Globo

Para Maria Camargo e Luiz Fernando Carvalho, Cauã Reymond, os Antonios Calloni e Fagundes, Juliana Paes e Eliane Giardini, e para todos os envolvidos na estreia linda de “Dois irmãos”. Que série maravilhosa.”

Leia Mais

12, jan — 2017

Nota 10

  • Patricia Kogut
  • O Globo

Para a escalação de “Dois irmãos” (Luiz Antônio Rocha fez a produção do elenco). Por exemplo, os gêmeos de Matheus Abreu impressionam pela semelhança com Cauã Reymond. Que bom trabalho.”

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Imprensa

Principais notícias

14, jan — 2017

Há um rebaixamento cultural, diz diretor Luiz Fernando Carvalho

  • Ligia Mesquita Mauricio Meirelles
  • Folha de S.Paulo

“Houve um rebaixamento cultural muito grande. O público perdeu essa referência. E não só o público da TV, mas a população com um todo. Perdeu-se a noção do poder inventivo da alta literatura” (Luiz Fernando Carvalho)

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18, jan — 2017

A linguagem como sonho

  • Almir de Freitas
  • Bravo

“Somos um país profundo, e seguir investigando criativamente este subsolo me interessa.”(Luiz Fernando Carvalho)

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9, jan — 2017

Luiz Fernando Carvalho transpõe cuidadosamente para a TV a saga de Dois Irmãos

  • Luiz Carlos Merten
  • Estadão

“Acho que, no meu ofício, o que faço é cotejar com a literatura. A linguagem do livro já não é linear, e eu tenho a impressão de que, embora tenhamos todos esses personagens – pai, mãe e filhos -, existem outros personagens, e são os que mais me interessam como narrador. A memória. O tempo” (Luiz Fernando Carvalho)

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12, jan — 2017

“A gente precisa deixar o ego em casa”, diz Eliane Giardini sobre Dois Irmãos

  • Zean Bravo
  • O Globo

“A gente mergulhou por inteiro e fez um trabalho de vivência dos personagens meses antes das gravações. Foram muitas horas de improvisações, ensaiamos com os olhos vendados. Eu, Juliana e Gabriella fomos improvisando juntas a nossa Zana. Você precisa arregaçar as mangas e deixar o ego em casa para topar esse tipo de trabalho” (Eliane Giardini)

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9, jan — 2017

Minissérie Dois Irmãos tem início hoje; Cauã Reymond é o protagonista

  • Nahima Maciel
  • Correio Braziliense

“A missão maior dos veículos de massa hoje é a de criarmos não somente consumidores, mas de abraçarmos, numa busca constante, a reflexão de que o entretenimento não se basta com seus lucros, ele precisa ir além. Sua missão deve ser maior. Mesmo sem abrir mão de lucro algum, se faz necessário abraçar esta missão maior, que é a de formar cidadãos.” (Luiz Fernando Carvalho)

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9, jan — 2017

Dois Irmãos supera o desafio de adaptar um ótimo livro e voa alto na TV

  • Mauricio Stycer
  • UOL

O diretor prossegue, em breve depoimento ao blog: “É também uma história sobre a finitude das coisas, o cruzamentos dos afetos que resistiram ao tempo que, como um rio, não cansa de passar. Uma tentativa de narrar a memória e o tempo que passa como um personagem diante de tudo isso que já se foi”.

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12, jan — 2017

Dois irmãos é sobre o colapso de uma família. Mas também de um projeto de país.

  • Ilana Feldman
  • NEXO

“É importante perceber que, enquanto a literatura brasileira ganha relevância e contundência ao migrar para a TV, a própria TV ganha também enorme prestígio artístico ao valorizar um produto literário nacional, ainda mais sob a marca e o estilo barroco, marcado pelo acúmulo de elementos e alta intensidade, do Luiz Fernando Carvalho”

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6, dez — 2016

Milton Hatoum descreve seu espanto com a minissérie Dois Irmãos, que estréia em janeiro

  • Ubiratan Brasil
  • O Estado de S.Paulo

“Milton Hatoum descreve seu espanto com a minissérie ‘Dois Irmãos’, que estreia em janeiro. Escritor e colunista do ‘Estado’ fala sobre a criteriosa direção de Luiz Fernando Carvalho”

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9, jan — 2017

Fotógrafo lança livro sobre processo criativo da minissérie Dois Irmãos, da TV Globo

  • Juan Gabriel
  • A Critica

“A proposta era realizar um ensaio fotográfico em movimento, mostrando as diversas etapas da composição dos personagens, que posteriormente deu vida ao livro.”

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9, jan — 2017

Fotógrafo registra o intenso processo de ensaio da série Dois Irmãos

  • Ubiratan Brasil
  • O Estado de S.Paulo

Colaborador próximo do encenador, conhecedor de sua refinada técnica e originalidade, Leandro Pagliaro selecionou mais de 100 retratos para compor o livro Fotografias – O Processo Criativo dos Atores de ‘Dois Irmãos’, lançado agora pela Bazar do Tempo” 

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13, jan — 2017

Dois Irmãos: livro registra cenas da preparação do elenco da minissérie

  • Roger Lerina
  • Zero Hora

“O diretor de televisão e cinema Luiz Fernando Carvalho é respeitado, entre outros atributos, pelo preciosismo técnico e pesquisa teórica e estética com que concebe suas produções — e que posteriormente refletem-se na qualidade do trabalho exibido na tela” 

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26, jan — 2017

Dois em um

  • Monica Bergamo
  • Folha de S.Paulo

“Os atores Juan Alba e Eliane Giardini estiveram no lançamento dos livros “Fotografias – O Processo Criativo dos Atores de ‘Dois Irmãos'” e “Caderno Globo – Assista a Esse Livro”, no domingo (22), na Livraria Cultura. Também passaram por lá o diretor da série, Luiz Fernando Carvalho, e a jornalista Maju Coutinho, que foi com o marido, o publicitário Agostinho Moura”

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23, jan — 2017

Eliane Giardini se emociona ao falar de Zana: ‘diretor bota a rede e diz: pula!’

  • Cristina Padiglione
  • Telepadi

“Improvisação para mim sempre foi muito difícil de fazer. (…) Era uma coisa que me bloqueava. Mas a gente encontrou uma forma muito boa de fazer. O Luiz me colocou vendas nos olhos. Foi a maior libertação da minha vida. (…) Um sentimento de ter um diretor que (…) bota uma rede de segurança e te fala: pula”

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7, jan — 2017

Eliane Giardini volta à televisão em Dois Irmãos

  • Ligia Andrade
  • Contigo

“Luiz Fernando é de uma fidelidade absoluta ao processo dele, só foi refinando ao longo dos anos. Sempre foi assim. Tem esse rigor todo, mas faz uma cena média virar antológica. Ele te leva para além da exaustão, da tua crítica. E é aí que saem coisas interessantes”

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8, jan — 2017

Cauã Reymond fala da sua entrega para viver os gêmeos de Dois irmãos

  • Zean Bravo
  • O Globo / Segundo Caderno

Luiz não trabalha na zona do realismo, vai no íntimo, no seu desamparo. A gente precisa arregaçar as mangas e deixar o ego em casa”

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18, dez — 2017

Adaptação de Dois irmãos, de Milton Hatoum, estreia após 14 anos no papel

  • Laura Lewer
  • Cult

“Hatoum palestrou sobre o livro para mais de cem pessoas da equipe e Luiz Fernando Carvalho propôs uma série de conversas e debates. “Eu acho incrível o trabalho do Luiz Fernando. Ele me bombardeou de perguntas sobre todos os personagens e convidou vários professores, historiadores, críticos literários, psicanalistas. É muito minucioso”, conta o autor”

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6, fev — 2017

Quem são os jovens atores de Dois Irmãos?

  • Revista Veja

“A Globo estreou nesta segunda-feira a minissérie Dois Irmãos. Baseada no livro de Milton Hatoum, o programa traz uma adaptação fiel com o belo e poético estilo do diretor Luiz Fernando Carvalho (Velho Chico).”

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Créditos

Dois Irmãos a partir do romance homônimo de Milton Hatoum com Cauã Reymond, Antonio Fagundes, Antonio Calloni, Eliane Giardini, Juliana Paes, Irandhir Santos, Michel Melamed, Maria Fernanda Cândido, Emilio Orciollo, Silvia Nobre, Munir Pedrosa, Sami Bordokan e Tufic Nabak. Apresentando Ryan Soares, Gabriella Mustafá, Bruna Karam, Matheus Abreu, Barbara Evans, Bruno Anacleto e Zahy Guajajara. Ator convidado Mounir Maasri, Ary Fontoura, Viviane Pasmanter e Carmen Verônica. Crianças Lucas e Mateus Dantas Escrito por Maria Camargo. Cenografia Juliana Carneiro, Claudio Duque, Danielly Ramos e Mariana Villas-Bôas. Figurino Thanara Schonardie. Contra mestre Maria Madalena, Direção de fotografia Alexandre Fructuoso. Produção de arte Marco Cortez e Myriam Mendes. Produção de elenco Luiz Antonio Rocha. Coreografia Cristina Antoniadis, Tufic Nabak e Elaine Rollemberg. Instrutor de dramaturgia Agnes Moço, Lucia Cordeiro e Tiche Vianna Prosódia árabe Mounir Maasri. Produção musical Tim Rescala. Caracterização Rubens Libório. Edição e finalização Iury Pinto e João Marins. Colorista Sergio Pasqualino. Diretor assistente Antonio Karnewale. Assistentes de Direção Mariana Betti, Raquel Couto, Gabriele Dracxler e Bernardo Sá. Direção geral e artística Luiz Fernando Carvalho