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Suburbia (2012)

Sinopse

Suburbia conta a história de Conceição, uma menina do interior de Minas Gerais que sai de casa aos 12 anos em busca de uma vida nova, longe dos fornos de carvão. No Rio de Janeiro, ela é levada para uma instituição de menores, vai trabalhar como doméstica numa casa de classe média e, tempos depois, é acolhida por uma amorosa família do subúrbio.

Nesse universo, Conceição se apaixona por Cleiton, jovem revoltado que vive na fronteira entre o bem e o mal. Conceição ainda conhece a fama através de sua beleza e de sua dança encantada, mas não perde a pureza, reafirmando sua integridade diante dos obstáculos que a vida lhe apresenta. No cruzamento de histórias de vida presentes na trama, os personagens se veem às voltas com uma questão essencial para todos nós: como manter a noção de justiça e os princípios éticos e morais em uma era marcada por violência, desigualdades e decadência de valores?

Visão do diretor

Luiz Fernando Carvalho

Todos os subúrbios são um único subúrbio, vejo todas as periferias se encontrando, articulando os mesmos sistemas morais, de sobrevivência e justiça. Refletindo sobre estas questões, você encontra uma produção de imagens de tremendo valor estético, como é o caso do Walter Firmo, que me inspirou explicitamente. É um conjunto sensorial muito forte, muito vívido, epidérmico.

O subúrbio possui uma rede de proteção não oficial, mas que é muito visível e real. O espaço nunca se limita à sua casa, mas se estende para a rua em frente, a praça e até mesmo para o quintal do vizinho – como se tivesse uma estrutura de tribo. Há um espaço comum, dos ritos, da troca de conhecimento, de afeto, onde todos estão mais ou menos na mesma situação. Isso é uma percepção de um modo de vida que pode ter se adulterado. Porque a pressão do consumo, que oferece outros significados para a felicidade, promove o aparecimento de um novo suburbano, fruto das contradições do progresso econômico.

Suburbia é, neste sentido, uma ode à periferia, uma grande homenagem ao Brasil, onde os verdadeiros protagonistas desta história são pessoas reais. Grande parte das histórias narradas na minissérie são casos reais de uma mulher que conviveu comigo por 25 anos e que foi uma espécie de mãe negra que eu tive. Uma mulher analfabeta, que ainda menina, fugiu de trabalhos forçados no interior de Minas Gerais – como a protagonista Conceição. E aqui no Rio, ela foi passando por todas aquelas agruras e foi vencendo.

Então, minha preocupação permanente foi a de fazer uma aproximação com o real de uma forma epidérmica – menos cenográfica e oficial. A linguagem é a do fotojornalismo, que se aproxima da documental. Tudo está dentro do universo do retratado. A câmera é  invisível e, portanto, é pura, pulsante e visceral – livre de alegorias.

Ao fazer esta aproximação mais documental, arrasta-se com este olhar uma série de críticas ao contexto da sociedade em relação a estas minorias. E, de uma forma muito espontânea, acaba incluindo uma reflexão social dentro da dramaturgia, trazendo para o texto uma função social importante: um vínculo. Evidentemente, a televisão cumpre um papel importante de entretenimento, mas não pode abandonar sua missão que é a de formação de cidadãos.

A minissérie não se exime de sublinhar certas passagens e condições do negro no país e das questões da exclusão e do racismo. Neste sentido, o elenco é praticamente desconhecido – uma descoberta de talentos excepcionais – e negro. Todos os atores, salvo o Fabricio Boliveira, eram desconhecidos.

Uma coisa é escrever a partir das memórias de alguém que você conheceu, outra é quando você começa a levantar essa questão na produção, no conceito, na realização da coisa. Procuramos uma menina para viver a Conceição. Esta atriz, que até então, não sabia quem era, tinha de vir do povo, porque ela tem de trazer gestos do povo, uma oralidade do povo, uma construção, uma intuição, uma intelig6encia do povo. são comportamentos muito difíceis e delicados de construir artisticamente e que podem facilmente soar imitativos – algo que Nelson Rodrigues fazia com brilho, determinando um conjunto de vocábulos para cada personagem, e que não era repetido na fala de outro.

A partir do momento que encontramos nossa Conceição, encontramos também a síntese de todo esse pensamento éticos e estético da representação do subúrbio. O encontro da atriz que viveu a Conceição detonou todo um processo crítico, rigoroso em busca de um elenco real.

Referências:

Blaxploitation
Estética do cinema negro americano dos anos 70. Sexualidade e violência são elementos estruturantes da narrativa

Fotojornalismo
Linguagem que se aproxima da documental. está dentro do universo do retratado. câmera invisível. Linguagem livre de alegorias. Pura. Pulsante. Visceral.

Subúrbio
Simplicidade. Alegria. Dores. Cotidiano de batalha permanente. Vida e morte. Dor e triunfo.

Elenco
Todos os atores, salvo por um, são célebres desconhecidos.

Preparação de elenco

Luiz Fernando Carvalho

A minissérie não se exime de sublinhar certas passagens e condições do negro no país e das questões da exclusão e do racismo. Neste sentido, o elenco é praticamente desconhecido e negro – uma descoberta de talentos excepcionais. Todos os atores, salvo o Fabricio Boliveira, eram desconhecidos.

Uma coisa é escrever a partir das memórias de alguém que você conheceu, outra é quando você começa a levantar essa questão na produção, no conceito, na realização da coisa. Procuramos uma menina para viver a Conceição. Esta atriz, que até então, não sabia quem era, tinha de vir do povo, porque ela tinha de trazer gestos do povo, uma oralidade do povo, uma construção, uma intuição, uma inteligência do povo. São comportamentos muito difíceis e delicados de construir artisticamente e que podem facilmente soar imitativos – algo que Nelson Rodrigues fazia com brilho, determinando um conjunto de vocábulos para cada personagem, e que não era repetido na fala de outro.

A partir do momento que encontramos nossa Conceição, encontramos também a síntese de todo esse pensamento éticos e estético da representação do subúrbio. O encontro da atriz que viveu a Conceição detonou todo um processo crítico, rigoroso em busca de um elenco real.

No cerne do meu ofício está a oportunidade de lidar com o humano, com gentes dos mais diferentes pontos de origem. Procuro me corresponder com as sensações e os sentimentos de todos, me fazendo cúmplice do mundo de cada um. O elenco de Suburbia me ensinou como evitar a caricatura, o pitoresco, a paisagem humana pintada de um ponto de vista puramente externo, excludente e falso. Estes ensinamentos são em si um gesto político fundamental. Denúncias e tomadas de posição restam inertes se do meu dia a dia de gravação não transpira um esforço para entender o outro, alguém que é diferente de mim em termos de cultura, classe e sexo. Embora muitas vezes fugidio e veloz na correnteza daqueles dias, o encontro com cada um foi o que mais me iluminou na travessia, me fazendo ver suas chamas intensas e particulares, cujas luzes revelam significados mais profundos e verdadeiros da realidade que nos cerca.

Depoimento dos atores

Erika Januza
“Na época dos testes, eu trabalhava em uma escola, em Contagem (MG). Um dia eu estava deletando e-mails e resolvi abrir um: ‘Precisa-se de negras entre 18 e 24 anos para uma campanha publicitária’. Só uma foto, não custa nada. Mandei, mas nem fazia ideia do que era. Aí o rapaz me ligou e falou: ‘O pessoal gostou da sua foto, você pode ir na Praça da Liberdade, dia tal, hora tal’. Foi superinformal, uma camerazinha, perguntou meu nome, o que eu fazia, se eu gostava de funk. Depois que eu já tinha conversado, ele falou que o projeto era uma série da Globo. Quase um mês depois, ele me ligou: ‘Queria te informar que você é a nova protagonista da minissérie’. Eu estava na escola, saí da sala da diretora e abracei a minha mãe. Foi uma choradeira. Há muita coincidência na história da Conceição com a minha vida. Da história do baile funk, de concurso. Meu sonha é pisar na Sapucaí, e ela vira rainha de bateria. Eu lia a história chorando. Um monte de coisa acontecendo igual à minha vida”

Fabricio Boliveira
“Suburbia teve muita gente nova, atores maravilhosos. Esse frescor. Meu personagem é um cara que não reclama da vida. Ele soluciona. Começa um garoto supertímido, com essa persona de alguém que perdeu muito. Ele tenta se abrir na vida, só que a vida o leva para outro lugar. É esse menino atrás do eu. E eu incorporei essas personas inteiras que eu fui na minha vida. De garoto gago, tímido, de aparelho, de óculos, para o garoto já mais bem resolvido, mais seguro, para o homem com outro comportamento, menos agressividade, mais observação. Acho que o Cleiton é um pouco desse mito humano, da saga, dessas fases todas que a gente passa na vida, de uma construção de uma persona, de uma construção de identidade. Acho que o Cleiton representa essa saga do humano em busca do eu”

Haroldo Costa
“Eu costumava dizer que, quando tinha anúncio de uma novela de época, os atores negros faziam assim: ‘Opa! Vai ter lugar, nem que seja no pelourinho’. Porque no momento não tem., é exceção. O juiz, o farmacêutico, o médico negro são muito distantes da realidade, quando a realidade é outra. Acho que Suburbia focaliza o que eu chamei de uma fábula inter-racial. Suburbia mostrou pela primeira vez um núcleo de família negra. Em geral, tem negro, mas ninguém sabe quem é o pai, não tem filho, avô, neto,e stá solto lá, como um E.T. Esse não. É um núcleo onde tem pai, mãe, genro, filho, neto”

Vídeos

Trilha Sonora

A trilha sonora de Suburbia, que tem produção musical assinada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, foi composta quase que inteiramente por músicas brasileiras, que revelam a cultura negra e das periferias. Canções românticas de Roberto Carlos (As Canções Que Você Fez Para Mim, Eu Estou Apaixonado Por Você e O Tempo vai Apagar) costuram a história da protagonista, Conceição, fã do cantor e compositor. Grandes artistas da tradição do samba como Clementina de Jesus (O Canto dos Escravos), Cartola (O Sol Nascerá)  e Almir Guineto (Pagode na Casa do Gago) se misturam a melodias populares do funk carioca do início dos anos 90, de nomes como MC Batata (Feira de Acari), DJ Marlboro (Rap da Morena) e MC Marcinho (Garota Nota 100) e a temas de soul e black music. O tema de abertura, Pra Swingar, é uma composição de 1976, de Pedrão e Pedrinho, do extinto grupo de rock paulista Som Nosso de Cada Dia. A trilha incidental é do multi-instrumentista André Mehmari, que trabalhou pela primeira vez para uma série de TV, sendo que algumas das composições foram gravadas com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. O cantor e compositor Ed Motta foi convidado para assinar a trilha adicional e criar um tema inspirado no blaxploitation, gênero cinematográfico dos anos 70, com filmes escritos, dirigidos e estrelados por negros e que também inspirou a conceituação de Suburbia.

TRILHA SONORA

As canções que você fez pra mim – Roberto Carlos
O tempo vai apagar – Roberto Carlos
Eu estou apaixonado por você – Roberto Carlos
Eu te amo, eu te amo, eu te amo – Roberto Carlos
Eu não vou mais deixar você tão só – Roberto Carlos
Negro gato – Roberto Carlos
O divã – Roberto Carlos
Como vai você – Roberto Carlos
A janela – Roberto Carlos
Negra – Roberto Carlos
O sol nascerá – Cartola
Ela disse-me assim – Lupicínio Rodrigues
Juízo final – Clara Nunes
Imunização racional (que beleza) – Tim Maia

(…)

TRILHA SONORA

Casa de bamba – Martinho da Vila
Bagaço da laranja – Jovelina Pérola Negra
O bingo – Dicró
Pagode na casa do gago – Almir Guineto
Pra swingar – Som Nosso de Cada Dia
Beijinho na boca – Beto Barbosa
Faz um milagre em mim – Régis Danese
Rap da Morena – William e Duda
A distância – Márcio e Goró
Garota nota 100 – Mc Marcinho
Quero – Mc D’Eddy
Rap da felicidade – Mc Cidinho e Doca
Feira de Acarí – Dj Marlboro

Prêmios

Prêmio ABC

Melhor Direção de Fotografia (Adrian Teijido)

Prêmio Contigo (indicação)

Ator Revelação (Flavio Rocha)

Prêmio ABC

Melhor Direção de Fotografia (Adrian Teijido)

Prêmio Contigo (indicação)

Ator Revelação (Flavio Rocha)

DVD

DVD da minissérie com cenas inéditas na versão do diretor e artigo do antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares

Livros

Fortuna Crítica

15, nov — 2015

A intensidade e a supremacia da forma em Suburbia

  • Luiz Eduardo Soares
  • Segundo Caderno / O Globo

“Luiz Fernando Carvalho realizou obras marcantes no cinema e na TV, com ousadia estética amplamente reconhecida. O compromisso formal articula-se, agora, na série Suburbia, com uma leitura reconstrutiva da sociedade carioca, promovendo um resultado soberbo”

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3, jan — 2014

Suburbia revela uma ousadia estética

  • Ubiratan Brasi
  • O Estado de S.Paulo

“O diretor Luiz Fernando Carvalho é um autêntico sociólogo da teledramaturgia – depois de analisar o sistema de castas durante o período do Império em Os Maias e de decifrar o universo labiríntico e encantado de Ariano Suassuna em Pedra do Reino, Carvalho revelou o mundo ao mesmo tempo colorido e sombrio da zona norte carioca em Suburbia”

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1, nov — 2012

Suburbia é poética e realista

  • Patricia Kogut
  • Segundo Caderno / O Globo

“A série é lírica, tem o olhar do fotógrafo-poeta. Não há efeitos de luz, mas sim a visão do diretor que enxerga e oferece um colorido que escaparia ao simples documentarista. Ela é cheia de recados para a própria TV”

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1, nov — 2012

Seriado olha com realismo, mas carinho para a dura vida no subúrbio

  • Mauricio Stycer
  • UOL

“O resultado é belíssimo e comovente. Como outros trabalhos de Carvalho, porém, exige atenção redobrada do espectador acostumado a diálogos muito didáticos e planos fechados e simples”

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3, dez — 2012

Frescor, naturalidade, ausência de pose: o mundo de Suburbia

  • Patricia Kogut
  • Segundo Caderno / O Globo

“Suburbia não é só um bom programa. provoca também uma discussão muito oportuna sobre a própria televisão”

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28, out — 2012

Três subúrbios

  • Mauricio Stycer
  • Folha de S.Paulo

“Arrisco dizer que Madureira é tão ou mais importante que os próprios personagens do seriado concebido e dirigido por Luiz Fernando Carvalho com a sensibilidade que lhe é peculiar”

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8, nov — 2012

Black is beautiful

  • Luiz Carlos Merten
  • O Estado de S.Paulo

“A Suburbia de Carvalho, como a de Sam Mendes, retrata a violência moral”

2, nov — 2012

Review – Suburbia, primeiro episódio

  • Fernanda Furquim
  • Veja

A julgar pelo primeiro episódio, vale a pena conferir o restante da minissérie. Nem tanto pela história, mas pelas imagens e por breves momentos poéticos que a produção promete oferecer.

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29, dez — 2012

O prato cheio que a TV serviu em 2012

  • Patricia Kogut
  • Segundo Caderno / O Globo

“Outro ponto alto foi Suburbia, de Luiz Fernando Carvalho e Paulo Lins. A série trouxe frescor à televisão, fugindo dos modelos viciados e repetitivos (e expondo-os)”

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4, nov — 2012

“Tú é mermo é quem se mata”

  • Tatiana Tiburcio
  • Negro Olhar

Suburbia está apresentando outro olhar sobre muitas verdades pré estabelecidas. (…) E chegou chegando trazendo em seu primeiro capítulo uma série de questões étnicas, sociais e culturais absolutamente importantes para todo cidadão, mas principalmente para o povo negro brasileiro no que diz respeito à possibilidade de mudança de alguns estereótipos limitadores e castradores”

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Imprensa

Principais notícias

30, jul — 2012

Negro é lindo

  • Sylvia Colombo
  • Folha de S.Paulo

“Saem de cena a superprodução, o cuidado milimétrico com a atuação e a estética sofisticada. Entram a linguagem quase jornalística, atores não-profissionais e uma busca calculada pelo real”

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3, nov — 2012

Suburbia: uma entrevista com Luiz Fernando Carvalho

  • Luiz Zanin
  • O Estado de S.Paulo

“Sempre senti Conceição como uma metáfora do povo brasileiro, para o bem ou para o mal”

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22, dez — 2012

Suburbia em cores

  • Melina Dalboni
  • O Globo

“Ensaio com a atriz Erika Januza, criado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho especialmente para o ELA, celebra fim da série de Tv que mostrou a estética do subúrbio.”

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8, set — 2012

Caindo na real

  • O Globo / Segundo Caderno

“Inspirado no fotojornalismo, com especial referência (e reverência) aos retratos clicados por Walter Firmo, o próprio Carvalho por vezes opera a câmera”

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9, nov — 2012

A periferia como ela é

  • Mauricio Meirelles
  • Época

Suburbia promoverá algo inédito na TV brasileira. A série usará não atores e atores desconhecidos − a grande maioria negros.”

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28, out — 2012

Pérolas negras – Conheça as histórias por trás de cinco novos rostos que estarão em Suburbia, de Luiz Fernando Carvalho

  • Zean Bravo
  • O Globo / Revista da TV

“Este elenco vai ter uma grande importância e se destacará justamente pelos nomes desconhecidos. Além disso, os atores são, em sua maioria, negros”

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2, dez — 2012

Uma narrativa mitológica

  • Thaís Britto
  • O Globo / Revista da TV

“Protagonista do longa Faroeste Caboclo, Fabrício Boliveira fala das transformações de Cleiton, seu personagem em Suburbia, e do trabalho com o diretor Luiz Fernando Carvalho  (…) No set de Luiz Fernando, ele diz, o clima é de descontrole. No bom sentido:’Parece que ele joga um pozinho mágico e cria uma atmosfera caótica. Você age quase na exaustão, e isso tira um pouco a razão. Ele zera nosso racional e nossa lógica”

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10, nov — 2012

Mudança de canal

  • Bruna Bittencourt
  • Vogue

“Na nova série global, Suburbia, Luiz Fernando Carvalho adiciona a seu apuro estético uma linguagem realista e mergulha no universo negro carioca com a ajuda de Paulo Lins e um elenco de não-atores”

15, out — 2012

Erika Januza: a bela do subúrbio

  • Bruno Astuto
  • Época

“Nova aposta do diretor Luiz Fernando Carvalho, descobridor de atrizes como Letícia Sabatella e Bruna Linzmeyer, a mineira Erika Januza foi selecionada entre 2 mil candidatas”

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31, out — 2012

Suburbia, seriado ambientado na periferia do Rio, é a nova produção de Luiz Fernando Carvalho

  • Zero Hora

“A proposta do diretor foi dar um tom naturalista à produção, aproximando os personagens o máximo possível da realidade das comunidades cariocas, sem estereótipos”

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7, ago — 2012

Presença fundamental

  • Patricia Kogut
  • O Globo / Segundo Caderno

“Apesar de nunca ter atuado, tem enorme carisma dramático. Sem ela (Erika Januza), não haveria Suburbia”

3, dez — 2012

Lirismo suburbano

  • Louis Palma
  • Luz e Cena

“Foi acreditando no sentido amplo de subúrbio, onde as pessoas se unem para driblar o abandono oficial da sociedade, que o diretor baseou este novo projeto”

‘Retratar a classe C é necessário’, diz Paulo Lins

  • Juliana Faddul
  • Isto é Gente

“Doze anos após o lançamento de Cidade de Deus, o autor do livro que inspirou o filme diz que nada mudou na comunidade e afirma que falar da favela na tevê é uma urgência dos dias de hoje”

‘É um gesto político’

  • Sandra Almada
  • Raça Brasil

“A minissérie Suburbia, da TV Globo, chega aos lares brasileiros com elenco afrodescendente e com o diretor Luiz Fernando Carvalho se empenhando em levar à telinha uma representação mais fidedigna da cultura do subúrbio e das iniciativas culturais negras”

5, set — 2012

Coleção Suburbia

  • Museu da Pessoa

Esta coleção compila depoimentos de pessoas que atuaram na minissérie Suburbia na Rede Globo de Televisão. Apresentamos aqui relatos de superação e sabedoria, histórias vivenciadas nas favelas, nos subúrbios, na periferia, pessoas que puderam realizar seus sonhos dentro do universo da música, da arte, do teatro e da televisão.

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26, out — 2012

Museu da Pessoa registra história de vida dos atores de Suburbia

  • Globo Cidadania

Em uma grande ação com o Museu da Pessoa, que há 20 anos registra histórias de indivíduos para transformá-las em fontes de conhecimento, o elenco gravou depoimentos em vídeos, contando um pouco de suas vidas. Ana Pérola, que na série vive a personagem Jéssica, deixou lá seu registro, falando do dia a dia como gari e da experiência emocionante de participar de um seriado de televisão.

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21, set — 2012

Mozart, funk e Roberto Carlos fazem trilha da nova série da Globo

  • O Estado de S.Paulo

“Tendo justamente a música como fio condutor, o enredo prevê boa dose de black music, funk dos anos 90, Roberto Carlos, samba, jongo e, por que não, Mozart”

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7, dez — 2012

Suburbia vira história em quadrinhos

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“Sucesso na TV, “Suburbia” vai virar… História em quadrinhos.  É um projeto especial do escritório de design Retina 78, de Christiano Menezes e Chico de Assis, que trabalham com Luiz Fernando Carvalho, o diretor do programa, desde “A Pedra do Reino”. Eles convidaram Pedro Franz, artista gráfico de Florianópolis, para desenhar.”

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6, dez — 2017

Veja páginas da HQ baseada em seriado da Globo

  • Érico Assis
  • Ometele

“Na galeria você confere algumas páginas da bela HQ, que mostra a “cinderela negra” Conceição descobrindo o subúrbio de Madureira no início dos anos 1990.”

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30, nov — 2012

Eventos abordaram série Suburbia e coproduções entre Brasil e Portugal

  • Globo Universidade

“Com o objetivo de promover o debate acadêmico sobre os temas abordados na série Suburbia, o Globo Universidade realizou nos dias 6 e 13 de novembro o “Seminário Suburbia: o indivíduo na construção do imaginário social”, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Universidade de São Paulo (USP), respectivamente. Além da presença de Paulo Lins, roteirista da série, participaram do evento atores de Suburbia e professores de diversas universidades”

 

 

4, jun — 2013

Globo Universidade lança Caderno que aborda identidade dos subúrbios

  • Globo Universidade

Subúrbia foi um marco na TV brasileira porque apesar de tratar de temas do cotidiano do subúrbio, fez isso de uma forma inovadora. A equipe toda se entregou e foi uma festa’, declarou Haroldo Costa.”

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16, out — 2012

Trem no Rio é adesivado com arte do seriado Suburbia

  • Vox News

“Um trem da SuperVia foi adesivado com ilustrações da HQ da trama e entrou em circulação nesta semana, acompanhado pelo elenco do programa que esteve na estação Central do Brasil. Na história, que tem direção geral e de núcleo de Luiz Fernando Carvalho, os personagens moram em Madureira e usam o trem como meio de transporte”

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4, mai — 2013

Entrevista: Pablo Morais, o modelo internacional que virou a revelação do seriado Suburbia‏

  • Marcia Dornelles
  • Revista Mensch

“Não foi um desafio não e sim realmente um grande prazer. O Carvalho é um diretor genial e generoso. Foi um presente para eu estrear nessa série e principalmente ter a honra de ser dirigido por ele.”

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Estudos acadêmicos

Um olhar suburbano na visualidade televisiva: Direção de Arte e encenação na narrativa da minissérie Suburbia

  • Milena Leite Paiva
  • Universidade Estadual de Campinas
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As estratégias sincréticas da narrativa da minissérie Suburbia

  • Renato Luiz Pucci Jr. Gelson Santana
  • Universidade Federal do Pará
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Créditos

Suburbia com Erika Januza, Fabricio Boliveira, Debora Fidelix Nascimento, Dona Fininha, Luiz Manoel, Haroldo Costa, Rosa Marya Colin, Dani Ornellas, Cridemar Aquino, Tatiana Tibúrcio, Alice Coelho, Paulo Verlings, Ana Kariny Gurgel, Arthur Bispo, Maria Salvadora, Ana Pérola, Nelly, Flavio Rocha, Pablo Morais, Lecão Magalona, Wallace Rocha, Alex Teix, Guti Fraga,Paulo Thiefenthaler, Bruna Miglioranza, José Lavrador, Dione dos Santos e Hugo Raphael Nascimento Crianças Gabriel Lima, Enrico Rodrigues, Juliana Louise e Maria Eduarda Soares Criação Luiz Fernando Carvalho Escrita por Paulo Lins e Luiz Fernando Carvalho Colaboração Carla Madeira Cenografia Kaka Monteiro, Isabela Urman e João Irênio Produção de Arte Marco Cortez e Lara Tausz Direção de arte Mario Monteiro Figurino Luciana Buarque Caracterização Fabíola Gomez e Barbara Santos Produção de elenco Nelson Fonseca e Anderson Cassimiro Coreografia Fly Instrutor de dramaturgia Antonio Karnewale e Inês Peixoto Câmeras Leandro Pagliaro e Murilo Azevedo Direção de fotografia Adrian Teijido Edição Marcio Hashimoto Colorista Sergio Pasqualino e Marcello Pereira Música André Mehmari Música adicional Ed Motta Direção Geral Luiz Fernando Carvalho