-
  • Casmurro Minimal [Instrumental] - Tim Rescala & Chico Neves
  • Quem Sabe - Manacá & Chico Neves
  • Juízo Final - Nelson Cavaquinho
  • Canto De Ossanha - Manacá
  • O Tempo [Instrumental] - Tim Rescala & Chico Neves
  • Mentira [Instrumental] - Tim Rescala & Chico Neves
  • Abertura Capitu [Instrumental] - Tim Rescala
  • Iron Man (Instrumental) - The Bad Plus
  • Gymnocapitu [Instrumental] - Tim Rescala & Chico Neves
  • Minhas Lágrimas - Caetano Veloso
  • O Ciúme [Instrumental] - Tim Recala & Chico Neves
  • O Diabo - Manacá
  • Glória [Instrumental] - Tim Rescala & Chico Neves
  • Baile Strauss [Instrumental] - Chico Neves
  • Besh O Drom (Keep On Walking) [Instrumental] - Fanfare Ciocărlia
  • Elephant Gun - Beirut
  • Lamento - Manacá
  • Desejado - Manacá

Teaser

Capitu (2008)

Sinopse

Quem escreve a história é Dom Casmurro, um Bento Santiago repleto de sabedoria melancólica – ligeiramente cansado, amargo, divertido – que tenta atar as duas pontas de sua vida. Esse narrador inconfiável escreve um livro com intuito de restaurar na velhice os momentos líricos que viveu na adolescência ao lado do grande amor de sua vida, Capitu.

Bentinho havia sido jurado pela mãe, D. Glória, a se tornar padre. Apaixonado por sua vizinha Capitu, o adolescente cumpre a promessa materna e vai, a contragosto, para o seminário, onde conhece o sedutor Escobar, que se torna seu melhor amigo.

Com a ajuda do agregado José Dias, Bentinho não vira padre e vai estudar fora por uns anos. Ele se forma em Direito e se casa com Capitu, seu grande amor da infância.

Escobar, o melhor amigo, se casa com Sancha, com quem tem uma filha. Dois anos depois, nasce o filho de Bento e Capitu, Ezequiel. Os dois casais continuam amigos muito próximos. Num jantar, planejam ir para a Europa. Mas, numa fatalidade, Escobar morre afogado no dia seguinte. A morte do amigo aumenta ainda mais a culpa e o ciúme de Bentinho, o Dom Casmurro, que acredita que Capitu o traiu com Escobar e que este, na verdade, seria o pai de Ezequiel, seu filho.

Visão do diretor

Por Luiz Fernando Carvalho

Não acredito em adaptações. Adaptações sempre são, de certa forma, um achatamento da obra, um assassinato do texto original. Por conta disso, defino o trabalho feito na minissérie como uma aproximação. Por isso optei por um outro título, Capitu, diferente de Dom Casmurro, título original do romance. Assim, a ideia da aproximação ficaria ainda mais clara, revelando não se tratar apenas de uma tentativa de transposição de um suporte para outro, e sim de um diálogo com a obra original.

Na minissérie, estou reafirmando a dúvida presente em Dom Casmurro como parte do processo cultural e dialético da modernidade. E acredito que a dúvida não é amoral ou imoral,  não é um pecado. O escritor do romance, Machado de Assis surge como um avanço em seu tempo, uma nova proposta estética em relação à literatura da època que se produzia no país e no mundo. A opção pelo caminho da dúvida eleva o romance ao mítico embate entre a mera aparência das coisas e a verdade do mundo.

O início do romance me emociona muito pela ideia da continuação. A primeira vez que um personagem fala no romance – e esse personagem não é outro, senão Dom Casmurro – diz apenas uma palavra ao jovem poeta que o interpreta: ‘Continue’. A fala tem uma força extrema. Gosto de pensar que Machado permaneceu, independentemente da alta qualidade de sua literatura, porque soube continuar, insistir nos seus temas obsessivos, correndo todos os riscos por isso.

A ópera, pela qual Machado era um apaixonado, teve um papel nessa aproximação que proponho com o romance. Ele escreveu e afirmou que “a vida é uma ópera bufa, com alguns entremeios sérios, com alguma música séria”. Quando Machado afirma isso, ele também está querendo refletir sobre o mundo das aparências, onde, muitas vezes, as aparências contam mais do que a própria verdade. Esse é o mundo das máscaras. É o mundo da ópera como metáfora das relações sociais.

Machado era muitas vezes acusado de ser um autor que não falava das nossas coisas, do país, por citar passagens de Otelo, de Shakespeare, por exemplo. No meu modo de ver, a força de sua literatura era exatamente essa antena parabólica que o próprio escritor encarnava. Hoje estamos plugados na internet, recebendo informações de todas as línguas e por todas as formas. Na época de Machado, as influências também não eram poucas. Era o final do século, corriam os anos das grandes invenções, onde havia a ideia de um futuro que levaria o país a uma posição relevante no mundo, a ideia de que com o final do Segundo Reinado a República atrairia um grande progresso.

Então, o interessante é perceber que Machado já se antecipava e, cético, dizia que a ideia do progresso já nascia em ruínas, devendo sua existência ao trabalho escravo. Portanto, a ideia da ruína também está colocada na encenação da minissérie.
No Centro do Rio de Janeiro, encontrei um cenário que é um palácio (Automóvel Clube do Brasil), praticamente em ruínas, decadente e abandonado, mas que serviu como uma luva à minha visão estética para a minissérie.

Quando percebi que o orçamento não permitia gravar nas diversas ruas e casarões antigos – infelizmente raros, onde eu haveria de pinçar uma fachada aqui e outra sabe-se lá onde -, o velho palácio em ruínas passou a representar um pouco da alma da história de Dom Casmurro e me pareceu interessante contar a história toda no seu interior, encenando ali todos os ambientes e as situações.

Eu me agarrei a essa ideia da ópera e das ruínas e fui. Há uma frase do escritor que me orientou durante todo o trabalho: ‘A realidade é boa, o realismo é que não presta para nada.’

A impressionante e maravilhosa escrita de Machado do século XIX dialoga bem com inúmeros movimentos, inclusive com as correntes do surrealismo, como o dadaísmo, que trabalha mais com assemblages, colagens, repetições, afiches, cartazes, cartelas e com a proposta de distanciamento entre obra e espectador. De certa forma, Dom Casmurro é montado assim, como um conjunto de colagens de camadas de tempos e de avessos.

O tempo inteiro estamos conscientes de que Machado está elaborando um livro. Ele mesmo o diz. O texto usado pelo elenco é absolutamente fiel ao que foi produzido pelo escritor. O texto é Machado puro, sem nenhum artigo meu, sem nenhuma vírgula minha. Tentei me aproximar dele com esse espírito da continuação, com esse tom dialético, libertando seu texto de leituras castradoras que o aprisionavam à escola realista do século XIX.

Talvez eu tenha me agarrado um pouco aquela ideia borgeana de que o tempo não é linear, de que tempo é uma espiral, e você contém dentro de si todos os outros tempos vividos. Criei essa figura presente do Dom Casmurro. Eu não o deixei só como uma VOZ OFF, eu realmente convidei Dom Casmurro para que contracenasse com os acontecimentos de sua memória, como alguém que tem tanta saudade de si mesmo a ponto de materializar aquelas saudades. Ele é uma voz, mas uma voz com corpo. Ele tem uma potência narradora e está aqui transcendendo tempos e espaços. Estamos no século XXI, falando desse corpo de Dom Casmurro.

Os personagens de Dom Casmurro, quando foram retirados de um mundo real, foram todos colocados pelo escritor para dentro do espaço da literatura, que é um espaço da imaginação, Imediatamente, eles ganham aspectos míticos. Não existem oito famílias, nem 15 mães. Há ‘a’ mãe, D. Glória; ‘o’ filho, Bento Santiago. Elas não se colocam como personagens que pertencem ao naturalismo. Elas pertencem ao mundo mítico da literatura.

Como foi dito aqui, cada um vai imaginar a sua própria Capitu – espero que sim. A minha tentativa foi toda esta, deixar a fantasmagoria da minha Capitu e do meu Dom Casmurro num ponto tal que este seja capaz de dialogar com a imaginação do espectador.

Todas essas personagens pertencem ao mundo da grande biblioteca, ao mundo do inconsciente literário e precisam permanecer por lá. Só assim poderemos dialogar com eles, olhá-los de frente, encontrá-los para, depois, devolvê-los à literatura.

O artista tem uma necessidade espiritual, vital, de continuar. Ele traz consigo algo a dizer, alguma semente que talvez não se complete nunca. Mas se a semente for genuína, talvez venha a ser colhida – sabe se lá por quem – alguns séculos adiante. E essa ideia da continuação é o que traça uma perspectiva estética e um diálogo entre artistas de eras tão distantes.

Processo Criativo

Sketchbooks

Preparação de elenco

A preparação do elenco durou três meses e foi realizada em duas etapas – oficinas teóricas e práticas -, seguindo o método desenvolvido pelo diretor a partir do filme Lavoura Arcaica. Os ensaios diários foram feitos num sobrado, na Rua Gomes Freire, na região da Lapa, próximo da mítica Rua de Matacavalos, atual Mem de Sá, principal cenário do livro Dom Casmurro.

Nas oficinas teóricas, os atores e equipe assistiram a seminários de profissionais das áreas de psicanálise, história e comunicação, como Antônio Edmilson Martins Rodrigues, Carlos Byington, Daniel Piza, Gustavo Bernardo, Luiz Alberto Pinheiro de Freitas, Maria Rita Kehl e Sergio Paulo Rouanet, que refletiram sobre a obra de Machado de Assis. Respeitando as visões, às vezes contraditórias, foram discutidos diversos temas como modernidade, costumes, feminilidade, maternidade, amor, ciúme, homoafetividade, crueldade, ambiguidade e dúvida.

As oficinas práticas tiveram a participação de colaboradores do diretor, como Tiche Vianna, responsável pelo trabalho a partir de máscaras da Commedia dell’Arte; a coreógrafa Denise Stutz; a preparadora Lúcia Cordeiro, que aplicou técnicas de sensibilização e respiração; e a preparadora vocal Agnes Moço. Rodolfo Vaz trabalhou a técnica do clown especificamente com o ator Michel Melamed, que interpreta Dom Casmurro.  Nestes treinamentos, o diretor incluía leituras dramáticas do livro e improvisações. Luiz Fernando Carvalho criou também uma proposta coreográfica para a encenação, o que ele chamava de congelamento – que propunha que as personagens, em grupo ou individualmente, congelassem e descongelassem seus gestos, aproximando-as de um estado físico de uma estátua de museu.

Depoimentos dos atores

Eliane Giardini:

“O Luiz Fernando Carvalho começa com um desenho convencional, digamos, de uma casa, mas depois ele vai derrubando as paredes e vai entrando na essência, trabalhando as questões abstratas e emocionais. E essa essência é atemporal. Claro que num nível, elas são presas a um contexto, a uma época. A Capitu daquela época está condicionada a um contexto. Mas existe um outro nível, que já são as questões existenciais, que não se prendem a contextos. Com esses elementos, o diretor atravessa essas épocas e atualiza conceitos e sentimentos como a dúvida, o ciúme e a baixa estima”.

 

Michel Melamed:

“Dom Casmurro é Capitu, que é a linguagem, que é a literatura, que é a arte, que são os olhos de ressaca, que é a própria vida, o intangível, o jogo de espelhos do que é verdade, do que é mentira, do que se quer, do desejo, do medo. São várias respostas possíveis. Dom Casmurro como um personagem inserido na obra, ele é esse narrador inconfiável, que, em tese, seria um cara que está passando a limpo sua história, como ele mesmo coloca, tentando atar as duas pontas da vida, então, é esse ser fantasmagórico, solitário. Como a única voz a contar a sua história, é inconfiável, entre um ser assombrado e um ser em delírio”

 

Antonio Karnewale:

“Esse espaço do Automóvel Clube, que eles propuseram para a gente, é de uma riqueza de ambientação impensável. Todos nós estávamos muito ansiosos pelo primeiro dia de filmagens em que entraríamos nesse espaço preparado para o elenco. No dia dessa entrada, eu entendi tudo. Eu estava até então com uma certa dúvida. Será que o que estou fazendo é muito composto? Será que está um tom acima? Quando cheguei ao espaço entendi que cabiam todas as graduações. Neste espaço, cabe tudo, cabe cada um do seu jeito. É um espaço zerado, embora carregue uma informação gigantesca do século 19, de arquitetura eclética em ruínas. Todas as vísceras do romance estão expostas nas paredes. As paredes ganharam escamas de papel criadas pelo artista plástico Raimundo Rodriguez. E aquilo me inspirou muito. O fato de o diretor ter concebido a narrativa através de um imenso espaço vazio sem  elementos cenográficos tradicionais, como portas, paredes, janelas, etc, apontou o rompimento espacial com uma realização realista. Então, o ator se sente ao mesmo tempo desafiado e confortado. O desafio é contar a história sem isso tudo em volta. E o conforto é saber que isso tudo está em sua imaginação. E saber que aquela pessoa que imaginou aquilo, o Luiz Fernando Carvalho, confia em você e acredita no seu trabalho… aí é festa”.

Vídeos

Trilha Sonora

Uma obra clássica de Machado de Assis vista sob a ótica de uma ópera-rock. A trilha sonora, pesquisada e selecionada pelo diretor, acompanha o conceito de modernidade do escritor proposto por Luiz Fernando Carvalho.  

A primeira cena da minissérie é embalada pela antológica Voodoo Child, de Jimi Hendrix. A trilha sonora traz também composições instrumentais de Tim Rescala e Chico Neves, a canção Elephant Gun, do grupo americano Beirut, Mercedes Benz, de Janis Joplin, uma versão instrumental de Iron man, original do grupo Black Sabbath e interpretada pela banda The Bad Plus, e as músicas Minhas lágrimas, de Caetano Veloso, e Juízo final, de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares.  A trilha apresenta ainda releituras de Quem sabe, de Carlos Gomes, e Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, feitas especialmente para a minissérie pelo grupo Manacá, que tem como vocalista Letícia Persiles, a intérprete de Capitu jovem.

Livros

Fortuna Crítica

16, dez — 2008

Capitu, Brecht, Bentinho e Janis Joplin

  • Beatriz Rezende
  • O Estado de S.Paulo / Caderno 2

“Capitu é, sem dúvida, mais do que um marco em termos de transposição de um clássico da literatura brasileira para outro suporte, é uma excelente ocasião para pensarmos nas possibilidades hoje disponíveis para divulgação da literatura e da cultura, em geral, e, em particular, para a generosidade que se impõe na partilha necessária do prazer que a genialidade de um autor como Machado de Assis pode proporcionar.”

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22, nov — 2008

Capitu é mix de artes bem elaborado

  • Carlos Heitor Cony
  • Folha de S.Paulo

“Luiz Fernando Carvalho evitou a adaptação e assumiu o que eu chamaria de ‘posição’, ao mesmo tempo em que traz o novo na abordagem de um grande clássico”

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9, dez — 2008

A Capitu de Luiz Fernando Carvalho

  • Gustavo Bernardo Krause
  • Prosa e Verso - Globo

“A aproximação de Luiz Fernando a Machado é ao mesmo tempo fidelíssima e infidelíssima. Num típico paradoxo machadiano, porém, a infidelidade do diretor não poderia ser mais fiel. Como o escritor lembrava seu leitor a cada página de que ele lia ficção e não a verdade, o diretor estruturou a minissérie como uma ópera bufa, lembrando sempre seu espectador de que o cenário é um cenário e o personagem é um personagem, ou seja: um fruto da imaginação produzido para enriquecer”

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10, dez — 2008

Ah, esses olhos…

  • Isabela Boscov
  • Revista Veja

“Fazer com que as imagens respeitem a margem de dúvida guardada nas palavras é talvez o êxito mais notável de Capitu. Em um aspecto o diretor escolheu ser inteiramente literal: na vivacidade e beleza dos olhos de Letícia Persiles e Maria Fernanda Cândido. Como exigir de um narrador enfeitiçado que ele seja lúcido?”

25, nov — 2008

Pára tudo: Capitu pede silêncio na sala

  • Cristina Padiglione
  • O Estado de S.Paulo

“Fiquei (muito) bem impressionada. É programa que vale esforço para silenciar ruídos externos de toda espécie. Peça aos não interessados na cena que se retirem da sala. Mande instalar janelas anti-ruídos. Desligue telefones e interfones. Sente-se diante da TV como quem estivesse no cinema.”

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8, dez — 2008

A fábula de Capitu

  • Esther Hamburger
  • Trópico - site

“Capitu retoma um tom de fábula único na TV brasileira. (…) A opção ilustrativa de Luiz Fernando Carvalho é fiel às peripécias do autor. “Capitu” se apresenta como uma coreografia sobre fundo musical eclético: do clássico ao rock, como que para salientar a atualidade da prosa de Machado.”

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8, dez — 2008

Para atar as duas pontas da vida

  • Luiz Zanin Oricchio
  • O Estado de S.Paulo

“O notável é como o espírito da obra de Machado aparece na microssérie com sua força e sinuosidade, embora a adaptação em nada apareça subserviente ao texto. Ao contrário, para ser fiel, Carvalho abriu-se à invenção”

8, dez — 2008

Capitu, a tragicomédia de uma dúvida

  • Martha Mendonça
  • Época

“Um dos grandes méritos da série Capitu é não tentar resolver essa dúvida. Ao contrário, ela é ampliada”

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13, mar — 2010

Muito além do pre (visível)

  • José Antônio Cavalcanti
  • Ideias / Jornal do Brasil

“A desconstrução da estética realista na minissérie Capitu, de Luiz Fernando Carvalho, recupera o caráter subversivo da escrita do mestre da metaficcionalidade”

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14, dez — 2008

Capitu de olhos límpidos

  • Bia Abramo
  • Folha de S.Paulo

“Luiz Fernando Carvalho, desta vez, chegou a uma obra admirável.”

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8, ago — 2009

Capitu traduz para TV modo de narrar de Machado de Assis

  • Gabriel Vilela
  • Folha de S.Paulo

“Carvalho faz obra de arte na tela, convoca o brio do espectador para que ele não aceite nada mastigado, mas que mastigue com Casmurro (e com eles, Machado e Carvalho), que o espectador seja um ruminante com quatro estômagos para que ele seja partícipe da criação da fábula e da criação de sua própria vida como cidadão”

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11, dez — 2008

Música Normal

  • Zeca Camargo
  • Blog G1

“(a) trilha sonora de “Capitu” – que sonoriza as cenas de Dona Glória se vestindo com “God save the queen”, do Sex Pistols, e dá-se ao luxo de colocar praticamente uma faixa inteira de Beirut (…) Não, a música da minissérie não é normal – assim como não é normal nada que vi nesses dois primeiros capítulos, que tanto gostei. Eu diria até que gostei tanto porque não vi neles nada de normal.”

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Imprensa

Principais notícias

7, dez — 2008

O bruxo também é pop

  • Rodrigo Fonseca
  • O Globo / Revista da TV

“A leitura de Carvalho para Dom Casmurro se preocupa pouco com a hipótese de adultério de Capitu. A série se concentra mais em dissecar o mundo de aparências em que ela desconcerta o coração e os dogmas de dândi do jovem Bento”.

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24, mai — 2009

Curso na Universidade da Califórnia debate obra de Luiz Fernando Carvalho

  • Marília Martins
  • O Globo

“Luiz Fernando Carvalho é hoje, sem dúvida, o diretor que tem o trabalho mais autoral de toda a produção de TV e cinema no Brasil. Ele é um autor, no sentido amplo da palavra, o criador de uma estética própria, que ele vem construindo desde Os Maias. E as minisséries, em especial Capitu, que foram exibidas para estudantes que não conheciam sequer o enredo, começam a atrair pesquisadores nos EUA para a produção brasileira”, diz o professor e pesquisador de cinema Randal Johnson, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos da UCLA.

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10, jul — 2008

Esse seu olhar

  • Laura Mattos
  • Folha de S.Paulo / Ilustrada

“O olhar certamente é um elemento forte na obra”, diz Maria Fernanda Cândido

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2, nov — 2008

Um ensaio sobre a dúvida

  • Zean Bravo
  • O Globo

“Com uma linguagem atemporal, a série, gravada em impressionantes cenários que reproduzem o século XIX no antigo Automóvel Clube do Brasil, no Centro do Rio, está dividida em duas fases e tem um elenco formado em sua maioria por rostos novos.”

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22, nov — 2008

Hoje é dia de Capitu

  • Sylvia Colombo
  • Folha de S.Paulo

“O diretor também ressalta a pegada política do romance. ‘Conta-se uma história que é também uma crítica dos costumes da elite branca do final do século 19′”

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22, nov — 2008

A eternidade de um enigma

  • Zean Bravo
  • O Globo / Revista da TV

“A personagem feminina é construída pela fantasia de um homem ciumento. Um homem inseguro da sua masculinidade. Me parece que, embora isso não esteja escrito, e Machado felizmente não estivesse tentando fazer nem um pouquinho de teoria psicanalítica, o que é realmente enigmático para o Bentinho é a sua sexualidade. Ele não sabe o que Capitu viu nele, do que ela se enamorou. E, a partir daí, a sexualidade dela passa a ser muito ameaçadora para ele – disse a psicanalista Maria Rita Kehl”

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3, dez — 2008

Capitu é um luxo

  • Francisco Alves Filho
  • Isto é

“Mas sobre um ponto não há dúvida nenhuma: a nova minissérie vai mostrar mais uma vez as imagens luxuosas e sofisticadas que se tornaram marca registrada de Carvalho”

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5, jul — 2008

Personagem desperta opiniões ambíguas

  • Gustavo Leitão
  • O Globo / Prosa e Verso

“O mais importante quando falamos de Capitu, não é saber se ela traiu ou não. A maior traição é ir contra o próprio desejo”, por Contardo Calligaris
“É esta fé inabalável que norteia as ações de Capitu. A borboleta aquece as asas ao sol e revoa, rodopia e invade a casa, ocupa as ruas e grita ao mundo que a plenitude é possível. Seria isso mesmo?”, por Luiz Fernando Carvalho

5, dez — 2008

“Não corro atrás de elogios”

  • Carlos Helí de Almeida
  • Caderno B/ Jornal do Brasil

“Capitu é uma luxuosa adaptação de Dom Casmurro. Na imaginação do diretor de A Pedra do Reino, a trágica história de amor de Bentinho e a mulher de olhos de ressaca ganha roupagem barroca e ao mesmo tempo pop”

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27, ago — 2009

Entrevistas: Luiz Fernando Carvalho

  • Renato Felix
  • Blog

“Trata-se um ensaio sobre a dúvida. Não absolvo Capitu e não a condeno”

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3, jan — 2009

A Capitu pós-moderna em livro

  • Renata Leite
  • Jornal do Brasil

“As análises renderam, além da confecção da minissérie, o livro Capitu, ilustrado com imagens do projeto e dos bastidores das gravações”

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16, dez — 2008

Arte na TV – Capitu, de Luiz Fernando Carvalho, mistura referências eruditas e populares

  • Elisa Menezes
  • revista Luz e Cena

“Adrian Teijido afirma que um diretor de fotografia convencional teria dificuldade em se adaptar ao projeto”

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1, dez — 2008

Ele quer seduzir os jovens

  • Alline Dauroiz
  • O Estado de S.Paulo / TV & Lazer

“Pensei muito nos jovens. Queria quebrar o preconceito contra a obra de Machado, geralmente empurrada goela abaixo nas escolas. Existe a percepção de que Machado é confuso, obtuso e obscuro”, explica Carvalho. “Mas ele é tão moderno, jovem, vivo, que ficaria feliz em ser compreendido por jovens do século 21, 22…25”

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6, dez — 2008

Olhos de esfinge

  • Claudia Sarmento
  • O Globo / Segundo Caderno

“Os olhos mais famosos da literatura brasileira estão reencarnando novamente em ensaios, num casarão restaurado, na Rua Gomes Freire, no Centro do Rio, não muito longe da mítica Rua de Matacavalos, atual Mem de Sá, principal cenário do livro Dom Casmurro”

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14, ago — 2009

Música barroca de banda exibe tom atemporal

  • Luiz Fernando Carvalho

“Minha canção alimentou com enorme força nossa visão, como se abrisse uma porta, que era a de apresentar-se como tema atemporal e sem fronteiras para uma história do século 19 e de sempre. A porta se abriu e eu entrei: Elephant Gun, do Beirut”

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Estudos acadêmicos

Rereading Dom Casmurro – aesthetic hybridity in Capitu

  • Eli Carter
  • University of Virginia
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Au-delà et à côté de la Quality TV : une alternative esthétique brésilienne

  • Larissa Estevam Christoforo
  • Université de Montréal
Leia mais

Poética visual e a relação com elementos fílmicos da minissérie Capitu

  • Rafaela Bernardazzi Torrens Leite
  • USP
Leia mais

Por uma imagem da literatura: a poética do escancaramento do diretor Luiz Fernando Carvalho

  • Cristiane Passafaro Guzzi
  • Unesp
Leia mais

A Minissérie Capitu: Adaptação Televisiva e Antecedentes Fílmicos

  • Professor doutor do mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.
  • Universidade Anhembi Morumbi
Leia mais

A cor e o figurino na construção de personagens na narrativa televisual: um estudo de caso da minissérie Capitu

  • Rafaela Bernardazzi Torrens Leite
  • USP
Leia mais

Para Além da “Fidelidade” na Adaptação Audiovisual: o Caso da Minissérie Televisiva Capitu

  • Marcelo Magalhães Bulhões
  • PUC-SP
Leia mais

O elogio da ilusão: Capitu de Luiz Fernando Carvalho

  • Mariana Maciel Nepomuceno
  • UFPE
Leia mais

CAPITU: A CULTURA HÍBRIDA E A LIQUIDEZ PÓS-MODERNA EM UM OLHAR

  • Anderson Lopes da Silva
  • Claiton César Czizewski
  • UFF
Leia mais

Dom Casmurro e Capitu : poéticas da palavra e da imagem

  • Caroline Valada Becker
  • UFRGS
Leia mais

A literatura na tela da televisão: Capitu, uma tradução de Dom Casmurro

  • Juliana Rodrigues dos Santos
  • UFMS
Leia mais

Capitu: olhares para uma narração oblíqua.

  • Alexandre de Assis Monteiro
  • UFPB
Leia mais

Por uma ficção autoconsciente: a transposição do romance Dom Casmurro para a minissérie Capitu.

  • Cristiane Passafaro Guzzi
  • Universidade Estadual Paulista
Leia mais

A captura de Dom Casmurro por uma crítica disposta entre o romance e a microssérie

  • Alexandre de Assis Monteiro
  • Luiz Antonio Mousinho
  • UFPB
Leia mais

Luiz Fernando Carvalho e o processo criativo na televisão : a minissérie Capitu e o estilo do diretor

  • Fernando Martins Collaço
  • Unicamp
Leia mais

Capitu: uma transposição metaficcional

  • Flávia Giúlia Andriolo Pinati
  • Unesp
Leia mais

Entrevista com Beth Filipecki, figurinista de Capitu

  • Ana Claudia Suriani da Silva
  • Mariana Millecco
  • University College London
Leia mais

“Aí vindes outra vez, inquietas sombras?…”: tempo e memória na tradução de Dom Casmurro para Capitu

  • Lara Luiza Spagnol Oliveira
  • UFMG
Leia mais

Da adaptação de Dom Casmurro : do romance aos quadrinhos e à televisão

  • Júlia Rochetti Bezerra
Leia mais

A adaptação barroca de Dom Casmurro para Capitu: do livro ao corpo na TV

  • Luiza Maria Almeida Rosa
Leia mais

Dom Casmurro e Capitu : poéticas da palavra e da imagem

  • Caroline Valada Becker
  • UFRGS
Leia mais

A direção e a direção de arte

  • Carolina Bassi de Moura
  • USP
Leia mais

No princípio era o texto: Dom Casmurro no papel, Capitu na tela

  • Mariana Millecco
  • UFRJ
Leia mais

Teatralidade na obra audiovisual Capitu

  • Lívia Martins Nonato
  • Universidade Estadual de Londrina
Leia mais

Uma Ideia e um Escrúpulo: A Apropriação de Capitu como Experiência Educomunicativa

  • Alexandre de Assis Monteiro
  • Ana Claudia Suriani da Silva
  • PUC-SP
  • Universidade Federal do Paraná
Leia mais

Créditos

Capitu a partir do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Com Michel Melamed, maria Fernanda Cândido, Eliane Giardini. Apresentando Letícia Persiles, Cesar Cordadeiro, Pierre Baitelli, Rita Elmôr, Antonio Karnewale, Sandro Christopher, Charles Fricks, Bellatrix, Izabella Bicalho, Thelmo Fernandes, Vitor Ribeiro, Alan Scarpari e Emílio Pitta. Ator convidado Paulo José. As crianças Fabrício Reis e Beatriz Souza. Escrito por Euclydes Marinho. Colaboração Daniel Piza, Edna Palatnik, Luís Alberto de Abreu. Texto Final Luiz Fernando Carvalho. Cenografia e Produção de arte Raimundo Rodriguez. Produção de arte Isabela Sá. Figurino Beth Filipecki. Equipe de Figurino Thanara Schönardie. Caracterização Marlene Moura, Rubens Libório e Deborah Levis. Coreografia Denise Stutz. Preparação de elenco Tiche Viana. Preparação Vocal Agnes Moço. Produção de elenco Nelson Fonseca. Direção de fotografia Adrian Teijido. Edição Marcio Hashimoto Soares. Música original Tim Rescala. Trilha adicional Chico Neves. Direção Geral Luiz Fernando Carvalho.