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Sinopse

A minissérie, escrita a partir do livro O Romance d’A Pedra do Reino e O Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, tem início com a chegada de uma trupe circense a um povoado. Em sua carroça-palco, um velho palhaço, líder da trupe, abre um livro e dá início à representação de um romance memorialístico: A Pedra do Reino. O palhaço é o poeta-escrivão Pedro Dinis Quaderna, o protagonista já envelhecido do romance que sonhava ser o grande gênio da raça, autor de uma grande obra literária que expresse a verdadeira identidade nacional.

Quaderna cresceu no Sertão ouvindo histórias sobre sua descendência de Dom Sebastião, o mítico rei português. Já adulto, seu sonho era resgatar o prestígio da família através de uma saga literária, juntando numa única obra referências eruditas, políticas e intelectuais, estabelecendo uma síntese, que chamou de “estilo régio”. Influenciado pelas histórias de realeza e pela cultura sertaneja em que foi criado, tendo convivido com cantadores, poetas populares, folguedos e cavalhadas do Sertão, passa a sonhar com um novo reino. Ele vai à Pedra do Reino e se coroa rei, herdeiro legítimo do trono do Sertão e do Brasil, e dá início ao projeto de sua grande obra.

A narrativa se desdobra em três tempos e espaços diferentes, que se comunicam entre si: o momento em que o velho palhaço comanda um espetáculo popular de rua; as imagens em que ele, mais jovem, está preso e escreve sua história, que traz suas memórias e seus antepassados reunidos por ele para lidar com suas inquietações existenciais; e as cenas do inquérito, promovido pelo Juiz Corregedor da capital, que o levam à prisão.

Visão do diretor

Por Luiz Fernando Carvalho

“Considero a minissérie A Pedra do Reino um corpo incompleto e dividido em cinco partes. Chamo essa tentativa de nos aproximarmos de um universo tão labiríntico e encantado, como o de Ariano Suassuna, de Organismo Audiovisual dividido em cinco partes: episódio 1 (Alma), episódio 2 (tronco), episódio 3 (cabeça), episódio 4 (membros) e episódio 5 (coração).

Não tenho o desejo de assistir aos episódio emendados uns aos outros como se formassem um filme, porque sei de antemão que não constituirão um filme – pelo menos um filme que me interessaria realizar. É certo, por outro lado, que não que tenho sequer uma classificação plausível para tal processo, em que sinta essa experiência com a literatura de Ariano perfeitamente traduzida.

Mesmo juntando essas cinco partes, se tornaria impossível formar um corpo completo. Avistaríamos simplesmente um amontoado de órgãos procurando sua antiga unidade. A montagem que busquei – ora barroca e labiríntica, ora onírica e satírica – é sempre circular, sensorial, musical e polifônica, construindo uma experiência narrativa a cada parte. Poderíamos dessa forma apresentá-la em qualquer ordem.

Alma

Trata-se da parte mais sensorial de todas, onde a montagem, especialmente nas sequências finais, mistura os tempos e espaços. Em crescente, a narrativa se entrelaça em forma de espiral, ao mesmo tempo que abre uma fissura na convenção teatral proposta até então – onde o lajedo da Pedra do Reino era representado numa grande pintura em lona. A partir daí, a narrativa se desdobra em um movimento de choques entre a representação do real e o real propriamente visto por nós, até o ápice de uma montagem em êxtase que nos faz sentir que o objetivo espiritual do personagem foi alcançado.

Tronco

É uma espécie de ligação entre o primeiro estado do personagem, mais sensorial e internalizado, com este segundo, onde as forças do mundo exterior se revelam em torno do herói. Tais forças potencializam seu devaneios e suas memórias a uma temperatura capaz de criar relações e situações que redesenham a própria noção de geografia, de cidade e de território. O transcurso das ações e dos tempos ergue, em nossos sentidos, o ‘mundo real da ficção’.

É neste território impreciso e repleto de contradições que outros personagens surgem e alcançam o espaço da verossimilhança. A ligação se estabelece no momento em que acreditamos na verdade deste real que nos é apresentado por Quaderna – um imaginário externo tão ou mais crível do que a verdade de seu mundo interno no primeiro episódio.

Cabeça

É quando se dá o início racional e épico (no sentido brechtiano do termo) entre Quaderna e o Juiz Corregedor. A dinâmica do terceiro episódio cria esse espaço onde as ideias começam a ser lançadas e antagonizadas. Todo o projeto filosófico e estético de Quaderna é desenvolvido a partir do cenário do interrogatório. É neste espaço que a fantasia parece trocar de linguagem: o vocabulário da fantasia é transferido das imagens produzidas pela câmera para o imaginário puro, que surge agora, nas palavras do personagem, como uma imagem primordial. Esta imagem primordial, que nasce com essa aventura da linguagem oral, conta com essa cumplicidade de todos os demais personagens. Dispostos em arquibancada, eles cercam o espaço do interrogatório, assim como em uma feira, a população envolve o contador de história, ou como uma tribo rodeia seu Pajé.

Este palco-caixote, desnudado de uma glamourização convencional, é onde transcorre toda esta epopéia oral e onde proponho uma participação mais consciente dos espectadores.Além da maquinação racional entre duas visões de mundo, o público assiste à construção e à desconstrução do cenário, que se movimenta içado por cordas e roldanas. Ao mesmo tempo, a narrativa e sua linguagem parecem oferecer ao espectador um lugar entre os demais personagens, criando a possibilidade de ele atuar na tênue relação entre ficção e realidade, sonho e vida.

Membros

A estrutura se dá na forma de pequenos contos. A esta altura, a força da narrativa oral contaminou toda a linguagem e, pouco a pouco, introduziu várias pequenas histórias na trama principal.

Estes contos se autodefinem por suas visões críticas e muitas vezes sarcásticas da vida e dos homens. Sãos estes membros que ajudam Quaderna a se desvencilhar das questões mais complexas incutidas pelo Juiz Corregedor. A estrutura em membros está para a narrativa de Quaderna assim como os contos estão para a literatura. Quaderna percorre estes fragmentos a seu bel-prazer, introduzindo passagens que o ajudam a prosseguir com sua narrativa épica e, assim, alcançar o objetivo de escrever sua grande obra.

Coração

Não vou começar pela ideia de fim, pois esta ideia romântica não dialogo com os novos desfechos escritos por Ariano Suassuna. A narrativa permanece como uma fabulação em aberto, apontando sempre vários sentidos de fim, que me parecem ligados ao Mito do Eterno recomeço, da Imortalidade. O quinto episódio enuncia a contradição absoluta do personagem Arésio, assim como a do próprio Quaderna, que, a partir do novo desfecho escrito por Ariano Suassuna, assume também suas obras e cicatrizes diante de Margarida.

Arésio, apesar de atravessar toda a história defendendo seu ponto de vista irascível e unicamente vinculado às questões de seu sangue (em total antagonismo às questões do espírito clamadas pelo revolucionário e poeta Adalberto Coura), termina vencido por suas próprias pulsões sanguíneas, ou seja, seu coração. Arésio é um selvagem que ama. Talvez foi quem mais amou o Rei, seu pai, ao contrário do que todos imaginavam. Amou em segredo, durante anos, a atual noiva de Adalberto Coura, Maria Inominata. E é diante dele que acaba de roubá-la em um gesto que combina, a um só golpe, violência e paixão. É um epílogo erguido por afetos violados, espécie de fome de coração.

Sobre as filmagens no sertão

Estar no Sertão foi fundamental na preparação de tudo. O território é a semente. É como se tivéssemos entrado no espaço da ancestralidade. Não só do autor, Ariano, mas dos atores, que são todos nordestinos. Caminhei no sentido inverso ao da ideia do folclore, até mesmo de regionalismo. Não há regionalismo, há o Sertão. Ao mesmo tempo, este Sertão tem profundas relações com a Península Ibérica, com a Espanha, de Cervantes, de Garcia Lorca, com o Mediterrâneo, com o mundo árabe. O Sertão é um mundo, um estado de alma que não depende necessariamente de uma geografia.

O Romance, de forma epopéica, ao mesmo tempo satírica e trágica, fala da luta contra a morte e da vitória da criação sobre a escuridão. Enfim, a vitória da arte e da vida sobre a escuridão humana. Tanto Ariano, que lutava contra a morte do pai quando escreveu, quanto a de Quaderna, o protagonista do romance, que reclama por seu Mundo e seu Deus. Assim, juntos, criador e criatura constroem um mundo novo.O texto é, de um ponto de vista, uma metáfora política e revolucionária. É emblemático, profundamente enraizado, e que, a um só golpe, reúne as reflexões, as emoções e o riso necessários ao país. Trata-se de um livro vertiginoso, uma espécie de versão alquímica e fabulesca do Brasil e do homem: ora cômico, ora trágico – e, portanto, mais atual do que nunca.

Recuso a ideia de adaptação. Ela me parece sempre redutora. Nos melhores momentos, seja trabalhando para a TV ou para o cinema, talvez tenha alcançado uma espécie de resposta aos textos, ou, no meu modo de sentir, um diálogo, uma reação criativa à literatura. Na transposição para as imagens, me agarrei às entrelinhas do próprio texto, onde há uma boa dose de alquimia urgindo aquilo tudo.

Pedi ao Braulio e ao Abreu para criar um diálogo com a circularidade do livro, que é todo dividido em folhetos que vão e voltam no tempo”

Visão do escritor

Por Ariano Suassuna

“A recriação que Luiz Fernando Carvalho fez do meu ‘Romance d’A Pedra do Reino’ resultou numa obra extraordinariamente bela que me comoveu como autor e como pessoa, como espectador. Acho que, como grande artista que é, ele captou inteiramente o espírito do romance e meu universo de escritor, cuidando de cada cena como se um fosse um quadro e valendo-se, para a escolha de tais quadros, de alguns dos Mestres, quase sempre barrocoso, que, a meu ver, mais se harmonizam com o Brasil e nosso grande Povo.

Todos os personagens com os quais sonhei – Quaderna, Heliana, Sinésio, Pedro Cego, Safira, Arésio etc. – estão lá; Quaderna, inclusive, tratado com o cuidado e a simpatia que mereceu sempre, pelo menos em minhas intenções: um velho Palhaço do qual no fim, com mão de Mestre, Luiz Fernando Carvalho mostrou a comovente face do Rei, por meio do soneto que, entre todos os da Vida Nova Brasileira, é o que mais expressa meu mundo e minha pessoa. Quer dizer: mostrando Quaderna como um Palhaço/Rei, Luiz Fernando Carvalho o elevou à condição de insígnia de qualquer ser humano, de qualquer tempo, de qualquer lugar do Mundo.

Posso dizer, então, que ele excedeu tudo o que eu esperava, e sua obra é um êxito artístico que, na minha opinião, superou qualquer outra exibida até agora por nossa televisão. Superou até as outras obras anteriores suas, o que digo consciente de que a causa de toda aquela beleza não está só no romance do qual ele partiu. E se o sucesso de ‘A Pedra do Reino’ não for igual ao seu êxito, isto somente se deverá ao fato de que a obra de Luiz Fernando Carvalho está à frente do nosso tempo – por sua ousadia, por sua coragem, por sua beleza e pela nova linguagem que, como toda grande obra de arte, ela representa e impõe.”

Visão do ator

Por Irandhir Santos

No meu segundo encontro com o Luiz, ele simplesmente olhou para mim e disse: ‘Quaderna é seu’. Foi assim. Eu passei dez minutos calado, olhando para ele, que tinha um ar de riso, divertindo-se com a imagem que estava vendo ali, de espanto. Ele perguntou: ‘Eu não tinha lhe dito ainda não?’. Eu disse: ‘Não’. Aí ele riu, e fez um gesto, o primeiro gesto corporal, que eu vou confessar aqui, eu guardei para utilizar no Quaderna. Ele deu uma olhada de lado para mim, esticando o pescoço, e eu vi ali Quaderna me aprontando. Como é que ele faz uma coisa dessa comigo, me diz assim na lata: ‘É seu’? Bem quadernesco aquilo que ele fez. Ali tive a primeira inspiração para o personagem.

O ponto de partida do Quaderna, para mim, foi um ponto de interrogação. Quando li Quaderna, vi esse buscador questionando tudo, porque ele queria saber das coisas mais a fundo. Então foi esse o primeiro desenho que eu fiz do Quaderna no papel. E esse ponto de interrogação eu levei para o corpo do personagem. Por isso ele tem um corpo desenhado com a coluna. A partir daí, com a ajuda da Tiche Viana, do Ricardo Blat, das indicações diretas e claras do Luiz Fernando Carvalho, da conversa que tivemos com Ariano Suassuna e com o próprio Carlos Byington esclarecendo coisas fundamentais nos campos enigmático e inconsciente, coisas foram sendo acrescentadas. Como o ritmo do Quaderna, que muda constantemente – ora é um furacão, ora é um vento fino. Quaderna foi sendo construído coletivamente, com tanta ajuda ao redor, mas tudo partindo desse ponto de interrogação ambulante.

Eu vejo o Quaderna como um grande buscador, o homem que está em busca do ser completo que um dia nós fomos na presença de Deus. Ele vai atrás desse sonho pesquisando suas raízes. A trajetória que ele faz até a sua pedra encantada leva em conta as raízes de sua família, de seu sangue, de sua terra, de sua região, de seus antepassados.

A voz do Quaderna foi uma descoberta em um dos exercícios da Tiche Viana. Ela nos desafiou a acharmos um animal que representasse o nosso personagem. No momento me veio o famoso Louro, como a gente chama no Nordeste, e que muita gente conhece como papagaio. O falante animal. O Quaderna é falante. Foi em cima do Louro que comecei a brincar com a voz do animal e que se chegou a essa voz do Quaderna, que pode dizer palavras régias e doces, mas que também pode ser feroz e bravo, na mesma medida”

Vídeos

Trilha Sonora

A minissérie A Pedra do Reino rendeu dois CD’s, que misturam música nordestina, ibérica, árabe, indiana, cigana e indígena. Um dos discos é duplo, apenas com temas instrumentais compostos por Marco Antônio Guimarães, integrante do grupo mineiro Uakti, e Antônio Madireira e interpretados por grupos como Quinteto Armorial e Quarteto Romançal – formações inspiradas na estética de Ariano Suassuna. Já o álbum com canções reúne artistas nordestinos, alguns deles integrantes do elenco da minissérie, como Renata Rosa, Siba e Mestre Salustiano.

DVD

O DVD contém dois discos que reúnem os capítulos da minissérie, o documentário Taperoá, sobre o processo de criação, e o ensaio fotográfico Nossa Carroça.
Encarte do DVD A Pedra do Reino

Livros

Fortuna Crítica

16, jun — 2007

Arte sob efeito redentor da palavra

  • Rodrigo Fonseca
  • O Globo

“Quaderna fez barulho, comprovando a tese defendida por Suassuna na aula-espetáculo que apresentou, domingo passado, no Theatro Municipal: ‘Cachorro só gosta de osso porque nunca provou filé mignon. Ofereça cultura ao povo para ver se ele vai recusar’. (…) Sua atuação (Jackson Costa) sintetiza o projeto de Carvalho: a negação do óbvio. O filé no lugar do osso.”

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14, fev — 2007

A Pedra do Reino: A opera mundi de Luiz Fernando Carvalho

  • Ilana Felman
  • Cinética

“As três instâncias que atravessam A Pedra do Reino (a forma armorial do romance, o desejo epopéico e o “estilo régio” de Quaderna e a linguagem híbrida, armorial, barroca e régia da série) articulam-se em uma coerência absoluta, como se a própria opera mundi de Luiz Fernando Carvalho levasse ao limite da radicalidade o projeto estético postulado e desenvolvido por Ariano Suassuna.”

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10, jun — 2007

Ópera sertaneja

  • Esther Hamburger
  • Folha de S.Paulo

“A textura do trabalho resulta da troca de repertórios entre artistas e artesãos locais e profissionais da cidade grande. Essa interlocução múltipla, sob o calor ardente do sertão nordestino, transpira e dá força ao produto final. A complexa interação provocou uma profusão de emoções fortes que se transferem à tela.”

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6, jun — 2007

Triunfo da imaginação

  • Ricardo Calil
  • IG

A Pedra do Reino segue mesmo a lógica dos sonhos, com delírios visuais de intenso brilho e elipses de tempo, com desorientações espaciais e suspensões de sentido – o que leva a um resultado arrebatador e imperfeito, mas nunca banal ou pasteurizado.”

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27, ago — 2007

“O espectador fica não só literalmente extasiado, mas também beatificado, transportado a um verdadeiro estado de transe.”

  • Luiz Carlos Merten
  • O Estado de S.Paulo

“Carvalho é um autor singular. É muito comum os críticos dizerem que seu trabalho para a TV é cinematográfico. As pessoas dizem isso como um elogio, mas Carvalho não se deixa seduzir. Ele não tem muita certeza se A Pedra do Reino é televisão, cinema, teatro, ópera ou mesmo literatura, já que sua origem é um texto admiravelmente escrito.”

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17, jun — 2007

Espetáculo para os olhos

  • Rose Esquinazi
  • Jornal do Brasil

“O que vale aqui é o prestígio, a qualidade, a ousadia e a transformação da TV, apesar dos defeitos eventuais na realização da obra. Primeiramente, a qualidade da cena inicial (…) é tão impactante que merece uma premiação em separado.”

7, mar — 2007

Quando o verbo se faz imagem

  • Sylvie Debs

“O espectador fica não só literalmente extasiado, mas também beatificado, transportado a um verdadeiro estado de transe.”

17, jun — 2007

A Pedra do Reino e a inefável qualidade

  • Bia Abramo
  • Folha de S.Paulo

“Para além de todas as referências e cruzamentos, Luiz Fernando Carvalho se firma como um diretor original, capaz de criar imagens de enorme beleza e de tirar o espectador de seu conforto e de sua segurança.”

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12, jun — 2007

A Pedra do Reino leva à discussão o Brasil real

  • Luiz Carlos Merten
  • O Estado de S.Paulo

“Ficar esperto é preciso. Luiz Fernando Carvalho não propõe só um espetáculo barroco para os olhos e ouvidos. Há uma consistente discussão política em A Pedra do Reino, na qual o Brasil fictício de Ariano Suassuna tem tudo a ver com o País real.”

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Uma obra com um carimbo bem pessoal

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“O rigor que leva Carvalho a arriscar em direções diferentes das já consagradas pela televisão  faz dele um verdadeiro criador, fundador de uma linguagem.”

19, jun — 2007

Hã?

  • Rafael Cariello e Sylvia Colombo
  • Folha de S.Paulo

“Apesar de incensada pela crítica, a série A Pedra do Reino foi um fracasso de audiência e causou reações sobre seu hermetismo.”

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11, jun — 2007

Água benta na saliva

  • Alexandre Werneck
  • Jornal do Brasil

“Metáforas religiosas estão espalhadas por toda obra de Suassuna. Estas e outras. Mas o que mais chama a atenção nesta A Pedra do Reino dirigida por Luiz Fernando Carvalho é a maneira como a liturgia é o centro das ações. O Suassuna de Carvalho é gritante. E grita porque o centro da obra do diretor é a palavra. Mais que isso, o culto religioso à palavra.”

19, jun — 2007

Revolução para afugentar as massas

  • Marcos Augusto Gonçalves
  • Folha de S.Paulo

“Tornada hegemônica, a visão estética e cultural de Suassuna nos transformaria num relicário pitoresco em pleno alvorecer do século 21”

6, set — 2007

A segunda vida de Pedro Quaderna

  • Roger Lerina
  • Zero Hora

“Carvalho realizou uma obra sofisticada que convida o público a leituras atentas, a fim de alcançar aquele sertão que existe no interior de cada um do qual falava o escritor Guimarães Rosa.”

Imprensa

Principais notícias

15, out — 2007

No reino de Suassuna

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“Considerado fundador de uma linguagem, um artista original, Carvalho aposta na criação artesanal em detrimento do ritmo industrial que costuma caracterizar o trabalho na televisão. (…) O papel  do protagonista, Quaderna, caberá a Irandhir Santos, jovem ator e professor de artes cênicas em Recife que nunca fez TV.”

17, dez — 2006

Sertão é “semente” de “A Pedra do Reino”

  • Esther Hamburger
  • Folha de S.Paulo

“Na esteira do filme Lavoura Arcaica e da série Hoje É Dia de Maria, Carvalho vem propondo soluções visuais inovadoras, com base em textos literários adaptados em parceria com Luís Alberto de Abreu.”

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1, mai — 2007

A salvação da TV?

  • Cristiane Lisbôa
  • Rolling Stone

A Pedra do Reino “agora é cinema, TV, boniteza e – por que não? – marco zero em uma nova maneira de se pensar e fazer televisão no país.”

1, mai — 2007

A TV pode educar, sim

  • Rogério Pacheco Jordão

Luiz Fernando Carvalho: “Educa-se por meio de um posicionamento de uma câmera, da emoção de uma luz, por meio dos detalhes do figurino, do corte de um tecido, da textura, do equilíbrio das cores, da musicalidade das falas, da beleza de um texto. Tudo isso é educação.”

29, nov — 2006

Nordeste mítico e o reino da pedra essencial

  • Flávia Guerra
  • O Estado de S.Paulo

“O arqueólogo responsável por trazer à tona esta obra seminal é o diretor Luiz Fernando Carvalho.”

Leia Mais

10, jun — 2007

Herói brasileiro

  • Claudia Amorim
  • Jornal do Brasil

“A Pedra do Reino, clássico de Ariano Suassuna – conhecido por exaltar o valor da cultura do Sertão – que foi adaptado para a TV por Luiz Fernando Carvalho, um diretor muito preocupado em mostrar a qualidade que se esconde no interior do país e inconformado com o desperdício de talentos que permanecem longe dos holofotes.”

6, jun — 2007

Ariano Suassuna, 80

  • Eliane Lobato
  • Isto É

“Atribuo esse maior reconhecimento a veículos como cinema e televisão, principalmente. Foi depois que Luiz Fernando Carvalho me levou para a TV que começou esse reconhecimento maior de escritor.”

16, dez — 2006

O nome dela é Mayana Neiva

  • Flávia Guerra
  • O Estado de S.Paulo

“É o sonho de uma vida trabalhar com Luiz Fernando”, diz a atriz de 23 anos, que se mudou para São Paulo para fazer a Oficina de Antunes Filho. (…) “A série vai ser um grande impacto. Vamos redescobrir o Brasil.”

12, jun — 2007

Hoje é dia de Quaderna

  • Luiz Carlos Merten
  • O Estado de S.Paulo

Luiz Fernando Carvalho: “Luchino Visconti é meu mestre e existem duas citações a ele na Pedra.

3, jun — 2007

Um auto de esperança

  • Fernanda Montenegro entrevista Ariano Suassuna
  • O Globo

“Fernanda, eu procuro não ser otimista porque eu considero os otimistas ingênuos, e não sou pessimista porque eu considero os pessimistas amargos. Eu sou um realista esperançoso.”

3, jun — 2007

O encontro de um herói sertanejo

  • Claudia Sarmento e Simone Mousse
  • O Globo

“Pernambucano, 28 anos, desconhecido do público, Irandhir Santos é o protagonista da minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho, um projeto ousado que rompe com os padrões tradicionais da teledramaturgia.”

15, out — 2006

Arte e logística n’A Pedra do Reino

  • Luciana Veras
  • Diário de Pernambuco

“Produção da minissérie baseada na obra de Ariano Suassuna transforma cidade paraibana num imenso laboratório de criação.”

7, jun — 2007

É televisão

  • Claudia Sarmento
  • O Globo

“Na TV, o público verá uma história que foge das características da teledramaturgia clássica, sem começo, meio e fim e com cada episódio funcionando de forma independente. Mais de cem pessoas se instalaram por três meses em Taperoá (…) para reconstruir a história de Quaderna.”

9, nov — 2006

O Quadrante inexplorado

  • Rose Esquenazi
  • Jornal do Brasil

“A produção faz parte do projeto Quadrante, que será realizado duas vezes ao ano em vários estados com o objetivo de formar profissionais nas áreas de direção de arte, figurinos, cenografia e interpretação.”

10, jun — 2007

Uma caravana lírica

  • Claudia Sarmento
  • O Globo

“Os três artistas nordestinos, além de serem talentos locais desconhecidos no eixo Rio-São Paulo, têm em comum o fato de estarem estreando na TV.”

10, jun — 2007

Carvalho prega descontrole na TV

  • Sylvia Colombo
  • Folha de S.Paulo

Luiz Fernando Carvalho: “Meu modo de rodar A Pedra do Reino não diminui a TV, nem engrandece o cinema, mas também não se deixa escravizar por essa ou aquela linguagem artificial. Quero me libertar do peso industrial que transforma tudo em uma leitura anódina dos seres e da vida.”

9, jun — 2007

Ariano, 80

  • Mànya Millen
  • O Globo

Caderno especial Prosa e Verso em homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna, com entrevista com escritor, textos de Patricia Kogut e Claudia Sarmento sobre a minissérie, artigos de José Castelo e do roteirista da minissérie, Bráulio Tavares (autor do livro O ABC de Ariano).

10, jun — 2007

Eu sou um devoto do tempo

  • Claudia Sarmento e Patricia Kogut
  • O Globo

Luiz Fernando Carvalho: “Acredito num patrimônio genético do Brasil. Suas histórias, raças, línguas, sons; tudo ainda vive, tudo me dá a sensação de que, como arquétipos, estão à espera de reencarnar para continuar suas missões estéticas.”

11, abr — 2007

Agora é o momento de afirmar nossa identidade

  • Bráulio Tavares
  • Jornal do Brasil

Ariano Suassuna: “Sempre senti que tinha uma obrigação com o povo brasileiro. Pode ser que o povo nem tenha se importado….as sempre tive uma preocupação política e social muito grande.”

20, mai — 2007

Ariano aos 80

  • Cristina Maia
  • A Cidade

Ariano Suassuna: “Se a gente for seguir os ditames da razão, fica imobilizado. Porque o normal é a pessoa relaxar e se acomodar, e se não tiver um sonho para impelir a gente para o alto e para além, a gente não se move (…) O sonho é uma coisa indispensável.”

1, jun — 2007

Espetáculo medieval na tevê

  • Homero Fonseca
  • Continente Multicultural

“Luiz Fernando Carvalho é, talvez, o mais intelectualmente ambicioso dos encenadores de televisão do país. Experimentador e irrequieto, tinha plena confiança de Ariano, de quem já levara à telinha anteriormente Uma Mulher Vestida de Sol (1994) e A Farsa da Boa Preguiça (1995).”

28, out — 2006

Rosa do Sertão

  • Patricia Kogut
  • O Globo

“Renata Rosa, tocadora de rabeca, vai virar atriz na minissérie de Luiz Fernando Carvalho.”

Estudos acadêmicos

Traduções poéticas: o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta e a microssérie televisiva

  • Deise Ellen Piatti
  • Acir Dias da Silva
  • USP
Leia mais

Processos criativos na televisão brasileira – A importância da proposta de Luiz Fernando Carvalho na televisão brasileira

  • Paula Salazar
  • PUC-SP
Leia mais

A leitura figurativa do Movimento Armorial a partir da significação da vinheta de abertura de A Pedra do Reino (2007)

  • Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan e Cristiane Passafaro Guzzi
  • Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
Leia mais

Redes de escrituras: confluências narrativas nos livros de processo de A Pedra do Reino, minissérie de Luiz Fernando Carvalho

  • Tailze Melo Ferreira
  • UFMG
Leia mais

A Pedra do Reino: uma análise dos procedimentos da adaptação do romance para minissérie e dos diálogos com outros gêneros discursivo

  • Fernanda Cristina Araújo Batista
  • Universidade Mackenzie
Leia mais

Um novo olhar para a teledramaturgia: A Pedra do Reino: um diálogo televisivo por Luiz Fernando de Carvalho (12/06/07 a 16/06/07)

  • Fernanda Areias de Oliveira
  • Universidade Mackenzie
Leia mais

E da TV se fez cinema, teatro, pintura: a estética educativa de Luiz Fernando Carvalho e outras histórias

  • Michelle dos Santos
  • III Congresso Internacional de História da UFG/ Jataí: História e Diversidade Cultural.
Leia mais

Perspectivas de um devir literatura-televisão em A Pedra do Reino de Luiz Fernando Carvalho

  • PUC-Rio
Leia mais

Tele-(re)escritura: um giro pelo imaginário nordestino em Ariano Suassuna e Luiz Fernando Carvalho

  • Emanuella Leite Rodrigues de Moraes
  • UFBA
Leia mais

A Pedra do Reino e a Tradução-poética

  • UNIOESTE
Leia mais

Cinema e teatralidade: deslocamento mítico e ressignificação espaço-temporal na minissérie A Pedra do Reino

  • Jerônimo Vieira de Lima Silva
  • Yuri de Andrade Magalhães
  • Unifap
Leia mais

Histórias dos sertões de Luiz Fernando Carvalho: estética, narrativa e educação

  • Fabiana Gomes de Souza
  • Universidade Estadual de Goiás
Leia mais

Da literatura à televisão: (re)criações dialógicas em A Pedra do Reino

  • Marinyze Prates de Oliveira
  • Emanuella Leite Rodrigues de Moraes
  • UFPB
Leia mais

A Pedra do Reino: procedimentos transformacionais da adaptação do romance para minissérie

  • Fernanda Cristina Araújo Batista
  • Universidade Mackenzie
Leia mais

O vai-e-volta decifrador da transposição do Romance d’A Pedra do Reino da narrativa literária à televisual

  • Renato França
  • UFSC
Leia mais

Cenas de um livro: a transposição de trechos do romance A Pedra do Reino para a televisão

  • Julius Nunes
  • UniAndrade
Leia mais

Quaderna: uma personagem na literatura e na televisão

  • Érica Renata Gonçalves
  • Universidade Metodista de São Paulo
Leia mais

A estética armorial na microssérie A Pedra do Reino

  • Jane Aparecida Marques
  • Poéticas visuais
Leia mais

A Pedra do Reino: Romance epopeico audiovisual. Personagens e figurinos

  • PUC-SP
Leia mais

A literatura de Ariano Suassuna na TV: um estudo de formação estética

  • Rosa Maria Bueno Fischer
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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Créditos

Com Irandhir Santos, Abdias Campos, Alyyne Pereira, Américo Oliveira, Anthero Montenegro, Beatriz Lelis, Claudete Andrade, Everaldo Pontes, Flávio Rocha, Germano Haiut, Hilda Torres, Iziane Mascarenhas, João Ferreira, Jones Melo, Julio Rocha, Jyokonda Rocha, Lázaro Machado, Manoel Constantino, Marcio Tadeu, Mayana Neiva, Mestre Salustiano, Milene Ramalho, Moisés Gonçalves, Nelson Lima, Nill de Pádua, Paulo César Ferreira, Pedro Henrique, pedro Salustiano, Prazeres Barbosa, Sandra Bele, SErvílio de Holanda, Soia Lira, Tavinho Teixeira, Tay Lopez, Frank Menezes e Jackyson Costa Atores Convidados Cacá Carvalho, Jessier Quirino, Luiz Carlos Vasconcelos, Marcélia Cartaxo e Renata Rosa Crianças Felipe Rodrigues, Jéssica Araújo e Vanderson Taveira Música Original Marco Antônio Guimarães (grupo Uakti) Música Adicional Antonio Madureira Da Obra de Ariano Suassuna Escrita por Bráulio Tavares, Luís Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho com Colaboração de Edna Palatnik Produção Executiva (Academia de Filmes) Maria Clara Fernandez e Paulo Schmidt Direção de Produção (Urso Filmes) Alcir Lacerda Secretaria Geral de Direção Carla Madeira Assistência de Direção Manuel Dantas Vilar Suassuna e Raquel Couto Produção de Elenco Manoel Constantino  Preparação de Elenco Ricardo Blat Preparação Corporal Tiche Viana e Lúcia Cordeiro Preparação Vocal Fátima França Figurinista Luciana Buarque Supervisão de caracterização Vavá Torres Cenógrafo João Irênio Direção de Arte Raimundo Rodriguez Produção de Arte Ricardo Cerqueira Mamulengueiro Mestre Zé Lopes Artistas Plásticos Carlos Fernandes Soares, Dittoluz, Evaldo Ezequiel (Bado), Hemerson Cavalcante de Souza, João Joaquim da Silva, José Arimatéia de Oliveira, Manuel Dantas Vilar Suassuna (pintura do painel da Pedra do Reino), Maritônio Sousa Portela, Julio Alexandre da Silva Neto (ajudante de artista plástico) Palestrantes Fernanda Montenegro, Carlos Byington, Maria Helena Guerra, Instituto Ricardo Brennand (Joana D´Arc e equipe) Edição Marcio Hashimoto, Pedro Duran, Renato Briano Coordenação Geral de Pós-Produção (Academia de Filmes) Maria Clara Fernandes Direção de Fotografia Adrian Teijido e José Tadeu Ribeiro Câmera Murilo Azevedo Direção Geral Luiz Fernando Carvalho